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Caça aos ovos e a importância da ludicidade

É na infância que se desenvolve a imaginação e a criatividade, e aonde se começa a entender o mundo ao seu redor. Justamente por isso, exercitar a imaginação é um processo extremamente importante. Para auxiliar no desenvolvimento cognitivo, na sociabilidade e na evolução individual de cada paciente, não é preciso tratá-lo como um adulto, muito pelo contrário. A ludicidade é o caminho mais eficaz, não se trata de ser liberal e permissivo, mas sim, de conduzir a criança através de uma linguagem que a permitirá evoluir e melhor se relacionar com o meio ao qual está inserida. O brincar pode permitir que a criança embarque na imaginação e assim, faz com que a fantasia conduza a coordenação motora, e desenvolva seus sistemas sensoriais. Desde a Grécia Antiga, a aprendizagem tem se utilizado de jogos e da ludicidade para mais do que entreter, ensinar e educar crianças. Por conta disso, permitir que a criança aproveite a sua infância da maneira devida é fundamental. Dar-lhe uma dose de fantasia não fará mal a ninguém. As datas comemorativas são uma maneira de trabalhar a fantasia. Há quem prefira isentar os pequeninos de acreditarem em fada do dente, Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. No entanto, permiti-los imaginar um mundo para além dos seus sentidos pode exercer um papel crucial em seu desenvolvimento, auxiliando na criação, reflexão, análise e interação com outros indivíduos.

Segundo Piaget e Vigotsky, o brincar exerce um papel muito importante e contribui significativamente para o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social dos indivíduos. As crianças ao interagirem com objetos variados encontram maneiras de brincarem e assim, conciliarem a realidade vivida com o mundo imaginário. Segundo Vigotsky:

Brincar é coisa séria, também, por que na brincadeira não há trapaça, há sinceridade engajamento voluntário e doação. Brincando nos reequilibramos, reciclamos nossas emoções e nossa necessidade de conhecer e reinventar. E tudo isso desenvolvendo atenção, concentração e muitas habilidades. É brincando que a criança mergulha na vida, sentindo-a na dimensão de possibilidades. No espaço criado pelo brincar nessa aparente fantasia, acontece a expressão de uma realidade interior que pode estar bloqueada pela necessidade de ajustamento às expectativas sociais e familiares (VIGOTSKY, 1994, p. 67).

Pensando nisso, nós da Religare Clinica de Reabilitação promovemos nossas ações de forma lúdica e inclusiva, utilizando de datas comemorativas para aproximarmo-nos das famílias dos pacientes, e acima de tudo, promover o desenvolvimento de sua qualidade de vida.

Na semana da Páscoa, realizamos o evento Caça aos ovos. Ambientado no Parque Celso Daniel, em Santo André, além de muito chocolate, o evento contou com pintura facial, confecção de orelhinhas e montagem de coelhinhos. Religare, sempre utilizando a imaginação e a ludicidade como formas de elevar o bem-estar de nossos pacientes.

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Você sabe quais os sinais de autismo nos bebês?

Os sinais de autismo em crianças menores de um ano de idade aparecem sutilmente, por isso muitas vezes são difíceis de identificar. Podem ser observados sinais nos campos da socialização, comunicação, no sensorial, nas brincadeiras sociais.
Há pesquisas atualmente que comprovam que a intervenção precoce pode auxiliar a diminuir os sintomas, antes que sejam atenuados com proporções maiores de atrasos no desenvolvimento.

No campo da socialização e comunicação pode ser observadas alterações do tipo:

– É um bebê que está sempre com a aparência muito séria, costuma não sorrir muito para as brincadeiras sociais;

– Não compartilha objetos com seus pares;

– É um bebê com expressões inadequadas a situação apresentada;

– Precisa de muitos estímulos para olhar, e entender o chamado;

– Não atende pelo nome;

– Faz pouco, ou nenhum contato visual quando estão mamando.

– Não aponta;

– Prejuízo às brincadeiras que requerem imitação, como mostrar a língua, dar tchau entre outras.

– Não balbucia, nem apresenta falas funcionais até os dois anos de idade.

Alterações que podem ser observadas no campo sensorial:

– Pouca ou muita agitação motora;

– Hiperoral (Termo usado para crianças que levam tudo á boca);

– Apresentam certa aversão a toques e abraços;

– Vai ao colo de qualquer pessoa.

No brincar as crianças podem apresentar comportamentos de não atribuir a função correta para o brinquedo preferindo espalhar, ou joga-los. Costumam ter preferências por coisas que giram ou são brilhantes, preferindo sempre brincar sozinhas. Apresentam movimentos estereotipados como balançar as mãos, rodar ou gritos sem função.

Quanto antes for identificado esses sintomas, maior a probabilidade da criança obter em sua vida adulta autonomia e independência.

A Religare conta com profissionais capacitados para fazer essa avaliação, sabemos da importância do diagnóstico precoce e o quanto antes realizado, maior será evolução do paciente.

Luana Paulussi da Silva