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Birra? Não! T.O.D é coisa séria.

Quando estamos em um shopping, um supermercado ou até mesmo em uma festa de família, é muito comum presenciarmos crianças com comportamentos ditos ‘inadequados’, muitas vezes a primeira atitude que se têm quando se presencia este tipo de conduta é o julgamento. Frases como: “Se fosse meu filho seria diferente” ou “a mãe dele deveria ser mais firme” são muito comuns em nossas mentes, no entanto, precisamos ter muito cuidado. Existe um transtorno chamado de Transtorno Opositivo Desafiador, ou TOD, que é responsável por alguns comportamentos restritivos em ambientes sociais. As crianças e adolescentes diagnosticados com o transtorno costumam manifestar momentos de insubordinação, raiva excessiva, sentimentos de vingança, hostilidade e apresentam alguma dificuldade em obedecer às regras.

A incidência desse tipo de comportamento faz com que, muitas vezes, as pessoas diagnosticadas com o TOD sejam evitadas em ambientes sociais. Nós da Religare Centro de Reabilitação acreditamos que a disseminação do conhecimento é a porta de entrada para um mundo mais igualitário. Propagar idéias, conceitos e noticias que auxiliam na informação da população acerca das Síndromes e Transtornos é crucial para evitar a amplificação do preconceito e do julgamento. O TOD, assim como inúmeras outras síndromes e transtornos  precisam ser cada vez mais conhecidas e discutidas, isso facilita o convívio das pessoas diagnosticadas e também orienta mamães e papais que muitas vezes não possuem um diagnóstico preciso sobre seus filhos. O importante é sempre lembrar: o julgamento nunca é o caminho, nós enquanto cidadãos temos o dever de acolher e compreender as diferenças. Já quanto às mamães e papais, lembrem-se: vocês não estão sozinhos, vamos unidos fazer do mundo um lugar melhor.

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Alimentação das Crianças com Síndrome de Down

A Síndrome de Down, também conhecida como Trissomia do Comossomo 21 pode levar a pessoa diagnosticada a apresentar inúmeras características especificas. Geralmente a Síndrome está associada a dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico. Dentre os acompanhamentos terapêuticos necessários para a Síndrome, um cuidado maior com a questão nutricional também se faz muito presente.

Os músculos de uma pessoa diagnosticada com a síndrome costumam apresentar hipotonia (diminuição do tônus muscular), esta condição pode afetar inclusive o sistema digestivo.

O intestino, por tratar-se de um músculo, possui um movimento natural chamado de “peristaltismo”, que é fundamental no processo de digestão dos alimentos. As pessoas com Síndrome de Down possuem essa força de movimento reduzida, por conta disso, o alimento fica mais tempo por ali, desta forma é mais aproveitado pelo organismo. No entanto, a Hipotonia faz com que o gasto energético destas pessoas seja menor, se levarmos em conta que os exercícios e atividades físicas são menos intensos.

Resumindo, como se gasta menos calorias e se absorve mais nutrientes, é comum que as pessoas com Síndrome de Down apresentem sobrepeso e prisão de ventre.

Deste modo, a educação alimentar é uma alternativa para que as crianças aprendam a se alimentar da maneira adequada. Uma educação alimentar adequada pode evitar problemas no futuro e tranquilizar as famílias.

A alimentação de pessoas diagnosticadas com a síndrome deve seguir os princípios de uma alimentação saudável, além disso:

– Uma dieta fracionada ao longo do dia para evitar exageros;

 – Deve-se estimular uma mastigação mais assídua e a ingestão de alimentos de uma maneira não tão apressada;

– Os pais e familiares devem proporcionar um ambiente calmo para que a criança se tranquilize.

O trabalho do fonoaudiólogo se torna assim, cada vez mais fundamental. Refeições equilibradas e planejadas de acordo com a idade, peso, estatura e exames laboratoriais são fundamentais para elevação da saúde e bem-estar da criança.

Existem também, alguns alimentos específicos que podem contribuir nessa reeducação alimentar. O melão e o abacate, por exemplo, são uma fonte rica de luteína, que ajuda na capacitação visual. A vitamina C presente nas laranjas, também pode ser uma forte aliada por ser rica em antioxidantes. A oxidação gera envelhecimento precoce, as pessoas com Síndrome de Down já possuem o processo de envelhecimento 50% maior, deste modo, alimentos antioxidantes podem retardar esse processo. Além disso, alimentos como frutas vermelhas, alga-marinha, couve-flor, berinjela, sardinha, vegetais e legumes verdes-escuros, possuem inúmeros nutrientes capazes de contribuir na dieta de crianças com Síndrome de Down.

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Espectro e Acompanhante Terapêutico Escolar

 Quando uma criança com TEA (Transtorno do Espectro Autista) é inserida na escola, se faz necessária a criação de um plano educacional individualizado para a criança.

 Os professores nas escolas ainda não estão  treinados o suficiente para lidar com o quadro de demanda que uma criança com algum transtorno possa apresentar. Diante disso se faz necessário o AT (acompanhante terapêutico) escolar que é o profissional suficientemente treinando que acompanhará a criança na rotina escolar, auxiliando a criança no processo de aprendizagem.

 Como se sabe, algumas das características de crianças diagnosticadas com TEA são: dificuldade na linguagem, comportamento  repetitivo e tendência ao isolamento. O AT Escolar da Religare Centro de Reabilitação surge como agente terapêutico para compor o quadro clinico multiprofissional aonde a clinica como órgão interprofissional não alcança o paciente. Ou seja, o AT respalda a criança para além do ambiente clínico.

 O AT auxiliará a criança nas atividades escolares, atuando na mediação da inclusão desta criança. O AT escolar também intervirá no ensino da criança, auxiliando o professor a melhorar a sua didática, de uma forma que a criança autista acompanhe e aprenda com facilidade, auxiliando também na interpretação da linguagem e sentimentos que a  criança expresse para as pessoas ao seu redor.

Terapeutas, analistas comportamentais, e outros profissionais de mesma natureza, têm se preocupado bastante com a metodologia de ensino de crianças autistas, e nas técnicas que estão sendo utilizadas para educá-los e/ou tratá-los.

 A psicologia entende que estes alunos necessitam de uma didática especial e específica para garantir uma evolução na melhoria dos seus comportamentos e desenvolvimento intelectual. Entende-se que há uma necessidade de construir um sistema de ensino que esteja qualificado para atender as dificuldades que cada criança apresenta, e que esse sistema tenha um planejamento cuidadoso. Este processo se faz necessário também para diagnosticar o grau de autismo da criança.

 Observar é fundamental. Registrar o que é observado é imprescindivelmente necessário. Esquematizar uma melhor forma de tratamento específico para tal aluno é indispensável. Acompanhar o progresso da aplicação e evolução da melhoria do aluno é totalmente determinante para entender a eficácia da metodologia utilizada. A educação precisa se adequar para garantir a inclusão de alunos autistas nas instituições e garantir suporte para isso. A inclusão é de extrema importância para essas crianças. Garante a progressividade da melhoria do tratamento. E as instituições de ensino, não somente nos primeiros passos do tratamento, têm de se manter preparadas para reintegrar alunos autistas em atividades em grupos maiores, auxiliá-los na socialização e nos processos de inclusão social. É um passo avançado e que define a eficácia dos métodos utilizados com essas crianças.

 

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Contribuições da Fisioterapia na Síndrome de Rett

Você conhece a Síndrome de Rett? Ela é classificada como um Transtorno Global do Desenvolvimento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentando o CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) e estando inclusa no F84.2. A síndrome se caracteriza por um distúrbio/transtorno do neurodesenvolvimento com maior incidência no sexo feminino.

Antes de tudo, para entendermos o desenvolvimento da síndrome, é necessário entendermos o que é um gameta e a função do cromossomo.

Gametas são células que se fundem no momento da concepção – ou fecundação – para formar um zigoto (célula formada após a união do gameta masculino e do gameta feminino, que por sua vez, dará origem ao embrião) e assim sendo, gerará um ser da mesma espécie. A síndrome ocorre na formação dos gametas masculinos (espermatozoides), o motivo pelo qual há predominância da síndrome no sexo feminino.

Já um cromossomo é uma sequência de DNA (contendo vários genes) e de nucleotídeos (blocos construtores de DNA). O cromossomo X, por exemplo, é o responsável por determinar o gênero biológico da criança, e é nesse cromossomo que a síndrome age.

O diagnóstico da doença pode ser feito dos 5 aos 48 primeiros meses de vida e seu desenvolvimento pode não apresentar irregularidades até os 18 meses. Suas principais características são apraxia motora, perda de desenvolvimento social,= desaceleração do crescimento cefálico, perda de expressão facial, bruxismo, resposta diminuída para dor, movimentos estereotipados, pode ocorrer à regressão das habilidades cognitivas e motoras, sendo sua característica mais marcante o atraso mental.

A fisioterapia se torna fundamental no desenvolvimento do portador da Síndrome já que, sobretudo, tem apresentado bons resultados quando se trata da prorrogação da sobrevida. Para que haja uma evolução regular, é necessário que o tratamento seja a longo prazo, de forma lenta e gradual, já que aqueles que possuem a Síndrome podem demandar maior tempo para realizar determinadas funções solicitadas, e caso haja pressão e pouco tempo para executar essas funções, opaciente pode ficar desestimulado durante o tratamento.

O tratamento fisioterapêutico, portanto, se torna imprescindível para os portadores da Síndrome de Rett, sendo necessário constância no tratamento para evitar complicações musculoesqueléticas, respiratórias, e melhoras significativas para o alívio de dores, re-expansão pulmonar, retorno da marcha e alívio na compressão das vértebras.

Nós da Religare – Centro de Reabilitação contamos com equipe de fisioterapeutas habilitados para fazer o tratamento tanto em solo, quanto na hidroterapia com nossa piscina adaptada. Além disso, a nossa interdisciplinariedade também é fundamental para o tratamento dos nossos pacientes. Contamos com inúmeras terapias para promover o bem-estar e uma melhor qualidade de vida não só aos< pacientes, mas também a todas as famílias. O acolhimento é fundamental para uma vida mais feliz e para um mundo mais inclusivo, essa é nossa missão.

Entre em contato pelo número (11) 4319-2522 para agendar sua visita. Esperamos vocês.