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Síndrome do Pânico: Você sabe o que é?

A síndrome ou transtorno do pânico é uma doença que tem como característica a ocorrência repentina, inesperada e inclusive inexplicável de casos agudos de ansiedade, acompanhada de muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais apavorantes, que normalmente chega a sua intensidade em até 10 minutos.

Durante o ataque de pânico, que normalmente dura pouco tempo, a pessoa com esta síndrome tem a nítida sensação de que irá morrer, ou de que perdeu todo o controle sobre suas ações. Normalmente, estas crises podem acontecer em qualquer idade, entretanto é comum surgir no começo da adolescência ou início da fase adulta. Estas crises são bem repentinas, podendo acontecer várias vezes em um dia ou demorar semanas, meses ou até anos.

Por que esta síndrome acontece?

Os motivos que causam a síndrome do pânico são desconhecidos, entretanto, acredita-se que um conjunto de fatores podem influenciar o desenvolvimento deste transtorno, como:

  • Genético
  • Estresse
  • Temperamento forte e suscetível ao estresse
  • Mudanças na maneira que o cérebro reage a certas situações

Alguns estudos mostram que a maneira do corpo agir em algumas situações de perigo esteja diretamente envolvida nas crises de pânico. Todavia, ainda não está evidente por que esses ataques ocorrem em situações nas quais não há qualquer motivo de perigo iminente.

Riscos que podem ocorrer

Estas crises do transtorno do pânico na maioria das vezes iniciam-se entre o fim da adolescência e início da fase adulta, como dito anteriormente. Entretanto, podem ocorrer depois dos 30 anos e durante a infância, apesar de que quando criança o diagnostico costuma acontecer quando ela está mais madura.

Estas crises podem ser desencadeadas por alguns fatores considerados de risco a saúde, como:

  • Situações de estresse extremo
  • Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
  • Mudanças radicais ocorridas na vida
  • Histórico de abuso sexual durante a infância
  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Sintomas da Síndrome do Pânico

Ataques agudos de ansiedade característicos da síndrome normalmente acontecem de repente, em qualquer horário do dia e também em qualquer situação, como enquanto dirige ou fazendo compras. E como dito anteriormente, duram cera de 10 a 20 minutos.

       Entretanto, é importante ficar atento, pois muitas vezes um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco.

As crises de pânico geralmente apresentam os seguintes sintomas:

  • Terror absoluto
  • Medo da morte
  • Taquicardia
  • Dores fortes no peito
  • Tontura
  • Náusea
  • Intensa dificuldade para respirar

O principal sintoma dentre estes citados é o medo da morte. Ao sentir os sintomas a pessoa passa a ter medo de senti-los novamente, sendo que o medo enfraquece ainda mais sua consciência, portanto é comum a pessoa evitar lugares e situações específicas, justamente, para evitar sentir os sintomas novamente.

Tratamento destas crises:

Com estes pressupostos, o tratamento consiste na utilização de antidepressivos, com dosagens conforme o paciente e sua evolução, junto ao Método de Exposição Sistemática e a Psicoterapia. Vale a pena ressaltar em nunca ingerir medicamentes sem a prescrição médica, pois em alguns casos não será um tratamento eficaz, podendo gerar algum outro mal.

O Método da Exposição Sistemática, nada mais é em estabelecer metas de exposição programadas e crescentes do paciente às situações e aos locais que anteriormente provocavam a crise de pânico, para que ele vá se readaptando de forma gradual ao seu cotidiano. É claro o sofrimento desse tipo de tratamento, uma vez que cada etapa de exposição é vivida com muita tensão e ansiedade.

Abordagem transpessoal

A terapia transpessoal pode auxiliar o paciente a tomar consciência de suas dificuldades, a trabalha-las, e por fim, a integrá-las ao seu ser. Mas sempre lembrando que esta escolha é do paciente, somente ele pode se disponibilizar a pesquisar e conhecer suas questões mais profundas.

Infelizmente, isto não acaba acontecendo. Muitas pessoas com a síndrome do pânico, não procuram ou recebem tratamento adequado, por desconhecerem a doença e sua gravidade ou estarem dispostos a superar suas questões.

É importante que os familiares e amigos dos portadores da Síndrome tentem agir com muita paciência e compreensão, sempre incentivando a procura desta ajuda especializada, pois sem ela o quadro tende a piorar.

Convivendo com a síndrome durante o tratamento

O tratamento ajuda o paciente a se recuperar da síndrome do pânico, porém certas medidas auxiliares podem tornar o resultado ainda melhor que o esperado. Como seguir à risca o tratamento e as orientações médicas ou evitar o consumo exagerado de cafeína e bebidas alcoólicas.

Portanto, fica claro a necessidade de o paciente sempre procurar uma ajuda profissional para o tratamento desta síndrome, para que alcance uma evolução e por consequência, fique com uma estabilidade mental e consiga sempre viver sua rotina da melhor maneira possível.

Nós da clínica Religare, temos o conhecimento da necessidade desta ajuda especializada e de que ela realmente faz diferença para a vida dos pacientes e sua família.

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Os benefícios da Terapia Cognitivo Comportamental em idosos

INTRODUÇÃO

Embora cada vez mais discuta-se a importância da saúde mental da população idosa, pouco é conversado em relação aos meios de manutenção do bem-estar deste grupo de pessoas. Por esse motivo, hoje conversaremos sobre os benefícios da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) em idosos!

Antes de tudo, é necessário diferenciar os tipos de envelhecimento, sendo eles envelhecimento normal e envelhecimento patológico. Este primeiro envolve um declínio das habilidades cognitivas, como alterações no processamento de informações e memória. Já no envelhecimento patológico é comum o aparecimento de doenças cardiovasculares, crônicas, de pressão arterial e circulação sanguínea, depressão e demência.

Outro ponto muito interessante de discutirmos é como que a prevalência de transtornos de ansiedade e humor tendem a cair conforme a idade aumenta, ainda assim, esses tipos de transtornos – incluindo a depressão – são recorrentes nessa faixa etária. Para vocês terem ideia, a depressão nesse grupo possui taxas entre 4% e 9,7%. Já a ansiedade entre a população de 55 anos à 85 anos, a taxa é de 11,6% (BYERS, et al., 2010).

Embora o motivo do aparecimento de ambos os transtornos possam variar, os fatores mais comuns envolvem doenças físicas, dificuldades cognitivas, luto e incapacidades. Sendo assim, é notável a correlação entre a queda da saúde física e o declínio cognitivo.

A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL (TCC) EM IDOSOS

Os últimos estudos (BUTLER. HOFFMAN; SMITS) mostram que a Terapia Cognitivo Comportamental é o modelo psicoterapêutico mais consistente para o tratamento dos transtornos supracitados acima. Analogamente, esse modelo de terapia é igualmente eficaz para idosos, melhorando significativamente a saúde mental, sintomas ansiosos e depressivos.

Dependendo da classe sócio-econômica do grupo de idosos, a TCC pode ser aplicada em conjunto, isto é, atendendo um maior número de pacientes em um menor número de sessões, mantendo a eficácia e o custo-benefício. Em suma, são combinadas tanto as técnicas de TCC como as técnicas de terapias grupais, auxiliando no ensinamento de novos comportamentos.

QUÃO EFICAZ É ESTE MODELO TERAPÊUTICO?

Conforme abordado neste estudo, a aplicação de TCC em um certo grupo de idosos demonstrou uma redução significativa nos sintomas de ansiedade, depressão, e queixas de memória. Os resultados foram tão impressionantes que a classificação de ansiedade deste grupo mudou-se de moderada pra leve.

Uma das coisas mais interessantes a se observar é como que, com o tempo, os pacientes começaram a se sentir cada vez mais seguros após a TCC, e começando a transpor tudo o que foi trabalhado em sessão na vida quotidiana.

Os últimos avanços científicos, portanto, mostram que a psicoterapia em grupo é extremamente benéfica à população idosa, pois não só age no âmbito individual como também auxilia na interação com o próximo, no apoio social, e claro, nas habilidades comportamentais e cognitivas.

ONDE POSSO ENCONTRAR TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL PARA IDOSOS?

Nós da Clínica Religare possuímos os melhores terapeutas para auxiliar você e sua família a terem um melhor bem-estar. Além de psicólogos com especialização em Terapia Cognitivo Comportamental, também possuímos terapias como: Terapia ABA, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Fisioterapia, Hidroterapia, e claro, Psicoterapia para pais e/ou cuidadores, afinal estar bem é um direito de todos, né?

Não só isso, também possuímos tecnologias de ponta para o melhor desenvolvimento possível de nossos pacientes. Você já conhece a Mesa Alfabeto? Clique aqui e confira!

E caso queira agendar uma visita conosco, ligue agora mesmo para o número (11) 4319-2522. Será um prazer recebe-los(as)!

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O que é o Transtorno Dissociativo de Identidade?

Entendendo o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI)

A história dramatúrgica e cinematográfica contém inúmeros personagens que em algum momento apresentam duas ou mais personalidades. Um dos filmes mais famosos (e recentes) é o hollywoodiano “Fragmentado”, estrelado por Samuel L. Jackson e James McAvoy, que abordam na obra o transtorno. Desse modo, vamos entender o que é o Transtorno Dissociativo de Identidade, e nas próximas vezes que encontrar alguma representação do transtorno nas mídias, saberá o quanto que procede dentro do âmbito científico.

Começando a compreender

A fim de compreendermos melhor o transtorno, comecemos pela seguinte definição: Uma condição psicológica que afeta não só aspectos como sentimentos e memórias, como também comportamentos e a própria identidade do indivíduo. Ademais, pode-se dizer que a dissociação ocorre pela desconexão entre a pessoa e sua personalidade.

Embora não seja um transtorno frequentemente comentado pela mídia, uma história que ficou muito famosa em 2017 foi a da inglesa Melanie Goldwin, que revelou em uma reportagem a existência de duas personalidades em sua vida, em um momento como uma criança de 3 anos de idade e em outro momento como uma garota já no auge da adolescência, com 16 anos aproximadamente.

Existem causas para o transtorno?

De acordo com especialistas, a causa do TDI provém de um trauma que o indivíduo passou na infância. Em suma, o que acontece é que, após passar por esses tipos de situações, as crianças começam a desenvolver outras formas de si (personalidades) para se defenderem dessas experiências tão prejudiciais. Em suma, são momentos de defesa para suportar a angústia.

Embora a causa mais comum seja a citada anteriormente, outro fator que pode ser a causa do transtorno, de acordo com Remy Aquarone (especialista com mais de 30 anos de experiência no tratamento de TDI), é a falta de ligação afetiva entre a criança e um adulto. É como se a criança confiasse no adulto para depositar sua confiança emocional, e quando esse vínculo é rompido, o indivíduo pode desenvolver essa(s) outra(s) personalidade(s) para se defender – e superar – esse momento traumático.

Existem sintomas que podem ser identificados?

Sim, os sintomas mais frequentes são pseudoconvulsões, desmaios e amnésia (é muito comum que pessoas com TDI não se lembrem de certas ações enquanto a outra personalidade estava no comando). Além disso, pode acontecer de que a outra personalidade que coabita o indivíduo entre em conflito com a personalidade real da pessoa. Funciona da seguinte forma: Imagine vizinhos que convivem no mesmo espaço mas que não gostam muito um dos outros, podendo haver certas “discussões” entre si, dependendo, contudo, da característica de cada uma das personalidades.

Existe tratamento para o TDI?

Sim, e o tratamento mais comum – em primeira instância – é a psicoterapia para garantir que o paciente se sinta bem e seguro. Logo após, é necessário entender e analisar as experiências traumáticas que o indivíduo passou durante a vida, principalmente durante a infância. Á partir disso é feito o conhecimento das diferentes personalidades para entender a motivação do aparecimento de cada uma.

Onde eu posso encontrar tratamento para o TDI?

Nós da clínica Religare possuímos os profissionais mais preparados do mercado para lidar com esse (e muitos outros) tipos de situação. Possuímos psicólogos especializados para atender não apenas o paciente como também a família, afinal o bem-estar é um direito de todos. Além disso, possuímos Terapia ABA, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Fisioterapia e Hidroterapia.

Além dos nossos ótimos profissionais, possuímos equipamentos de ponta de todas as áreas para que o tratamento seja o mais eficaz possível.

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