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A ABA na Religare

O Autismo tem ganhado cada vez mais visibilidade e com isso começa a ser, no Brasil, levado mais a sério. Tratar com seriedade o autismo é oferecer o tratamento que realmente funciona, que tem eficácia para o Transtorno do Espectro do Autismo, com olhar para prejuízos, déficits nas diversas áreas do Desenvolvimento, assim como para as habilidades do paciente.

Quando falamos deste tratamento que é sério e eficaz, estamos falando das Intervenções baseadas nas práticas da Análise do Comportamento Aplicada – ABA.

A ABA possui evidências científicas para o tratamento do TEA, ou seja, funciona, e ela prova que funciona pois é uma ciência, e por enquanto não inventaram algo melhor. Desde os anos 60 existe material científico da ABA mostrando os resultados referentes às intervenções com autistas.

Vamos fazer uma série de textos falando sobre a ABA, porém mostrando melhor nosso trabalho no Centro de Reabilitação Religare, que diverge de alguns “mitos” relacionados a ABA.

Liberdade e Respeito 
O “pai” da Análise do Comportamento Aplicada, Burrhus Frederic Skinner, foi um cientista que produziu durante sua vida toda, com cerca de 269 publicações entre livros, artigos e resenhas, contudo o que inspira ainda mais na trajetória dele é a dedicação aos alunos em idade escolar que chamamos hoje de ensino básico e fundamental.

Skinner teve preocupação com a questão educacional, com o ambiente que o aluno estava para aprender, e as formas como ele poderia aprender melhor. Com isto quero dizer que, a empatia pela necessidade humana está visível na obra de Skinner.Mais tarde, na linha do tempo da ABA podemos citar Ivar Lovaas, também pesquisador que levou as práticas da ABA para escola, e trouxe uma repercussão gigantesca para comunidade do autismo.
  

Existe um vídeo Lovaas em atendimento com uma paciente, uma garotinha que está chorando muito, ele conduz a sessão e o vídeo mostra como é também a nossa condução enquanto terapeutas, pois nele há carinho, atenção total ao paciente, tranquilidade no manejo, uma atitude calma por parte do terapeuta.

Na Religarem não inventamos a roda, nós seguimos o que os mestres ensinaram, inclusive nossa Diretora Priscila Parede que é fonte inesgotável de inspiração, como Terapeuta de vasta experiência na Neurodivergencia. 

Muito se fala de ABA, porém na nossa prática clínica temos as nossas referências e as levamos a sério. 

Uma criança com TEA tem a liberdade para ser criança, nunca, jamais ela deve ser obrigada a algo, e sim motivada a aprender, quando motivamos uma criança ela sente prazer em realizar o que aprendeu e não apenas reproduz algo.

Umas das práticas da ABA requer repetição, porém repetição não é sinônimo de robotização. Aprendizagem, em termos de funções cerebrais exige muitas vezes uma estrutura, mas ainda assim não precisa e nem deve ser rígida, chato e sem graça.

Estamos falando de aprender, aprender feliz é bem melhor!

Respeitamos acima de tudo o ser humano e suas necessidades, um dos requisitos para que se esteja aplicando ABA é que ela seja relevante socialmente, ou seja, precisa fazer sentido, para o paciente, para família e para o grupo no qual ele está inserido, portanto eu como terapeuta respeito demais o que ele precisa.

No Centro de Reabilitação Religare a missão e compromisso é com o desenvolvimento dos pacientes, para isso se trabalha com amor e técnica, nesta ordem. Porque como disse Skinner “O que é amor, exceto outro nome para reforçador ou viceversa”. 

Adriana Chalela CRP 49553  

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