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A importância do imitar para uma criança

Muitas crianças aprendem com a observação, observando os pais, irmãos, colegas, etc. As crianças imitam os sons, gestos, ações, expressões faciais e até mesmo a forma de andar. A imitação é um instrumento poderoso de aprendizagem, e são nessas interações recíprocas que as crianças observam o outro e descobrem muitas coisas novas. O observar abre muitas portas para a exploração do mundo ao seu redor, pois grande parte dos aprendizados acontecem desta capacidade de imitação e observação da criança.

Para as crianças com TEA, as interações sociais podem ser mais complexas e as dificuldades neste sentido podem gerar um maior evitamento devido ao padrão de evitamento às interações sociais, consequentemente estas crianças são expostas a um menor número de oportunidades de aprendizado. Sabemos que as crianças autistas são menos propensas a realizar imitações espontâneas, porém podem aprender a fazê-las com o estímulo adequado!

Por que a intervenção é necessária?

Os nossos pequenos não são incapazes de realizar imitações, mas possivelmente não estão motivados a observar os movimentos do outro e consequentemente não os imitam. Com a intervenção adequada como é realizado aqui na Clínica Religare, podemos estimular esta habilidade em nossas crianças, proporcionando uma ferramenta poderosa para o seu desenvolvimento! E como podemos estimular a imitação?  A motivação é a palavra-chave! As crianças aprendem naturalmente quando existe motivação e atenção para imitar, você pode estimular as imitações de diferentes formas; dentro das trocas naturais de turno, inseri-las nas rotinas de jogo e também nas atividades de vida diária. As imitações podem incluir: Imitar ações com objetos, imitar movimentos faciais- orofaciais, imitar sons, palavras ou frases.

A imitação também exerce um papel altamente importante nas interações sociais, já que existem regras sociais sutis e complexas que aprendemos através da imitação. Quando estamos conversando com um colega, por exemplo, sabemos qual a distância devemos manter em relação ao outro, utilizamos certa linguagem corporal dentro deste diálogo. Em alguns momentos, imitamos as expressões faciais ou gestos do outro que permeiam uma interação fluida e natural.  Além disso, a capacidade de imitação promove a empatia, ajuda as crianças no desenvolvimento da linguagem, promove a comunicação não verbal, ensina-as como objetos funcionam e auxilia no aprendizado das regras sociais para a conversação.

Estimular a habilidade de imitação dos nossos pequenos é como dar a eles uma ferramenta preciosa para que possam avançar nas mais diversas esferas do desenvolvimento!

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Tecnologia e terapia: Religare inova na hora de cuidar da sua família

O uso de tecnologias faz cada vez mais parte da nossa realidade, sendo a geração atual a mais afetada por esse novo processo. Se analisarmos as gerações passadas, também podemos ver como o uso das mais diversas tecnologias foi se fazendo presente, mas naturalmente, não na mesma intensidade do século 21. Um dos maiores diferenciais da nova geração (também chamada de alpha) é sua coexistência com o meio tecnológico, e sendo assim, faz-se cada vez mais necessário repensar a forma como utilizamos a tecnologia em prol das crianças e adolescentes, principalmente no que se trata a educação. Sendo assim, como podemos unir tecnologia e terapia em prol da promoção do bem-estar?

Pensando nisso a Religare decidiu inovar sua forma de fazer terapia: Unindo educação multissensorial com hardware, software, materiais concretos à nossa equipe de psicopedagogos e terapeutas ABA, apresentamos à vocês a Mesa Educacional Alfabeto. Com esse novo equipamento, a Religare tornou-se pioneira na utilização do equipamento para fins terapêuticos. Mais do que uma renovação na área da saúde, trata-se de uma revolução para você e sua família, que agora contarão com a união entre tecnologia de ponta e os melhores terapeutas do mercado. Mas afinal, o que é essa tecnologia?

Entendendo a Mesa Educacional Alfabeto

Trata-se de um suporte pedagógico que auxilia o terapeuta à preparar atividades para diferentes níveis de processo de leitura e escrita. A tecnologia une recursos que permite a criação de um ambiente interativo e estimulante, auxiliando o paciente a reconhecer letras, construir palavras e associá-las aos seus significados, criar, ler e interpretar textos e muito mais.

Existem inúmeras pesquisas que mostram o seu potencial educacional, mas é interessante ressaltar como que a Mesa Educacional Alfabeto destaca a riqueza visual daquilo que está sendo ensinado, e mais do que isso, conta com apoio auditivo e manipulação do material concreto para que, sobretudo, o processo de alfabetização seja não só certeiro e eficaz como também prazeroso. Sendo assim, podemos ver o melhor da união entre tecnologia e terapia.

Do ensino à interação social

É interessante ressaltar que o contato com o equipamento é sempre orientado, e junto a isso, a aplicação das atividades – e sua dificuldade – varia de acordo com o nível de aprendizagem do paciente. Conforme o paciente for evoluindo, avançam também as etapas das atividades, interagindo com os materiais e vencendo níveis. O mais interessante aqui é como que essa abordagem não só estimula a alfabetização de forma lúdica e satisfatória, como também promove a autonomia e segurança para entrarem – e vencerem – novos desafios (dentro e fora da tecnologia).

Outro ponto muito relevante é que a Mesa pode ser utilizada por grupos de até seis pacientes simultaneamente para não só estimular o aprendizado do alfabeto como também suas habilidades sociais, trabalhando interação e colaboração. Aqueles com menor dificuldade auxiliam – junto ao terapeuta – os colegas a realizar atividades, fortalecendo laços de amizade e as noções de solidariedade.

Através dos exercícios, a mesa é capaz de estimular o interesse, a curiosidade e sobretudo o amor pelo conhecimento. Um dos protagonistas aqui é o lúdico, que faz com que a criança tenha um maior envolvimento no processo de aprendizagem, e claro, através da interatividade.

Conheça os recursos

São inúmeras atividades que convergem tecnologia e terapia para estimular a aprendizagem e desenvolver habilidades sociais

A Mesa Educacional Alfabeto conta com atividades que apoiam o processo de alfabetização e letramento. São narrativas diferentes que trabalham da melhor maneira possível dentro da realidade do paciente, abordando suas dificuldades e aprimorando suas habilidades. Trata-se de um equipamento único no mercado, cuja interação entre terapeuta e paciente torna-se ainda mais lúdica. Vale lembrar que a plataforma conta com narração, blocos com letras e etiquetas em braile, animações em LIBRAS, regulagem de altura e recurso de lupa, tornando o processo ainda mais inclusivo.

A datilologia como processo inclusivo

O paciente sempre poderá contar com recursos de acessibilidade na Mesa Educacional Alfabeto. Aqui na foto, por exemplo, podemos ver no canto inferior direito o Patrulheiro das Galáxias, nosso amigo virtual que ajudará os pacientes em cada uma das histórias. Aqui no caso o PG está representando a palavra “empada” por meio da datilologia (alfabeto manual).

A lupa é mais um recurso de inclusão da Mesa Educacional Alfabeto

Na imagem acima possuímos uma atividade que auxilia o desenvolvimento da leitura através de fábulas, nesse caso, a chapeuzinho vermelho. É interessante notar o uso da lupa no exercício, que auxilia os pacientes com baixa visão a participarem de cada uma das atividades. Essa relação entre tecnologia e terapia torna-se ainda mais evidente em um ambiente inclusivo.

O uso dos blocos são importantíssimos no processo de alfabetização

Alfabetização e realidade virtual

O uso dos blocos na Mesa Educacional Alfabeto auxiliam os pacientes a aprenderem a reconhecer as letras, aprimorando suas habilidades de construção e associação de palavras, assim como seus significados. Não só isso, através da plataforma é possível estimular e ensinar a leitura, criação e interpretação de textos. Na imagem acima podemos ver no canto inferior direito novamente a inclusão de LIBRAS, tornando acessível o conteúdo para pacientes com deficiência auditiva. Quando se trata de tecnologia e terapia, garantimos à você e sua família o melhor desenvolvimento possível para seu/sua filho(a).

A Realidade Aumentada é mais um dos recursos da Mesa Educacional Alfabeto

As atividades com R.A (Realidade Aumentada) incluem uma tecnologia que permite a interação de objetos reais com ambientes virtuais em 3D. Através de uma câmera no equipamento, é capturada a imagem das tags (placas como as da imagem acima), transformando-as em imagens 3D que podem ser manipuladas pelo paciente como “marionetes virtuais”.

Foto da Mesa Educacional Alfabeto na nossa Unidade Figueiras

O equipamento possui inúmeros recursos que auxiliam no direcionamento não somente dos terapeutas como também dos pacientes. Um exemplo disso são os três volumes do Dicionário Aurelinho (dicionário infantil ilustrado na Língua Portuguesa) que ajuda o paciente a entender o significado de palavras que possui dúvida, e da mesma forma, conhecer novas palavras.

Com a Mesa Educacional Alfabeto, exploramos o melhor da união entre tecnologia e terapia, estimulando ainda mais a criatividade das crianças

Onde posso encontrar uma clínica com a Mesa Educacional Alfabeto?

Como dissemos acima, nós da Religare somos pioneiros nesse processo, e portanto, você encontra a melhor tecnologia e o melhor tratamento para sua família aqui! Além de todo o auxílio e acolhimento, possuímos os melhores terapeutas do mercado para que seu/sua filho(a) possua o melhor tratamento e desenvolvimento possível. Um dos nossos diferenciais é que aqui você encontra todas as terapias que seu filho precisa em apenas um lugar, sendo elas: Terapia ABA, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Fisioterapia, Hidroterapia e Psicologia para familiares (afinal todos merecem o bem-estar, né?).

Se você gostaria de conhecer mais sobre nosso trabalho, agende uma visita agora mesmo através do número (11) 4319-2522. Será um prazer recebe-lo(a)!

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Terapia ABA: Autismo, Cuidado e Socialização

Papais, mamães ou familiares que convivem com crianças autistas ou outros transtornos/distúrbios neurobiológicos sabem que dentre todas as preocupações, o desenvolvimento de habilidades sociais e conduta é algo que tende a se sobressair. O que todos queremos é que nossos pequenos eventualmente se tornem independentes e autônomos, né?

Por esse motivo, vamos ver hoje como a Terapia ABA pode auxiliar no desenvolvimento social e porque ela é tão importante.

Em suma, para quem não sabe o que é ABA, trata-se de uma área do conhecimento que desenvolve pesquisa e aplicações com base na ciência da análise do comportamento. Por conta disso, ABA significa Análise do Comportamento Aplicado. Caso queira saber mais sobre o que é ABA e como ela funciona, não deixe de conferir nosso site.

Esse modelo de terapia auxilia e muito não só com questões sociais como também de auto-cuidado. Inicialmente conhece-se o paciente e seu histórico para que o planejamento possa ser feito, isto é, leva-se em conta os diferentes contextos da vida do paciente junto ao seu comportamento, que será analisado e por consequência será melhorado.

Se formos pensar em um ato simples do quotidiano que muitos encontram dificuldade, como escovar os dentes, o que pode ser feito? É interessante separar em partes todo o ato, ou seja, inicialmente entra-se no banheiro, acende a luz, fica em frente à pia, pega a escova, posiciona a escova na pia, pega o creme dental, alinha o creme dental com a escova, coloca a quantidade adequada do creme dental na escova e por aí vai.

Ou seja, por mais simples que pareça, é fundamental dividir cada passo desse ato para que a criança desenvolva cada um desses pontos. A Terapia ABA então, exerce um papel fundamental para proporcionar estratégias à criança e familiares com o propósito de ensinar cada uma dessas partes que são cruciais e que farão a diferença no seu comportamento, fazendo com que ela desenvolva não só o cuidado de si como também suas habilidades sociais.

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Síndrome de Prader Willi

A síndrome de Prader Willi é originada no cromossomo 15. Essa síndrome é capaz de afetar tanto meninas, quanto meninos em um complexo quadro de sintomas, mudando a intensidade de indivíduo para indivíduo.

Geralmente, bebês com Síndrome de Prader Willi (PWS) apresentam baixo Apgar ao nascer, dificuldade de sugar, choro fraco e raramente conseguem ser amamentados. Seu desenvolvimento neuro motor é lento, tardam a sentar, engatinhar e caminhar.

Sintomas

A Síndrome é de causa genética que leva o nome de seus descobridores Andreas Prader, Heinrich Willi e Alexis Labhart, que fizeram a descrição dos sintomas do que hoje sabemos ser a Síndrome. Ambos identificaram uma alteração cromossômica estrutural que leva a uma deleção que basicamente altera o tamanho do cromossomo, em termos práticos existe um comprometimento de ordem metabólica que gera atrasos no neurodesenvolvimento.

Até os 2 anos, os bebês apresentam perceptíveis quadros de fraqueza muscular, limitação de amplitude muscular, pouca resposta aos estímulos, luxações e subluxações, com prejuízo estimulação orofacial e consequente dificuldade na aquisição da fala e presença de hipotonia.

A deficiência intelectual acompanha o quadro geral que dá à síndrome a característica multissistêmica. Ela apresenta fases: Fase 1, na qual o indivíduo apresentava dificuldade de se alimentar, hipotonia e insuficiência de crescimento; e a Fase 2, caracterizada por “hiperfagia que leva à obesidade”.

Tratamento

A síndrome de Praden-Willi não possui cura. Porém, é possível aliviar a intensidade dos sintomas dos portadores da síndrome, que viverão mais e melhor. Com auxílio de um tratamento orientado por equipe multidisciplinar – pediatra, endocrinologista, neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, etc. – faz com que melhore o quadro clínico do paciente extensivamente.

É de extrema importância o diagnóstico precoce para o tratamento precoce. Os tratamentos nutricional, hormonal e Interdisciplinar, com foco em Regulação de Comportamentos, Controle de Impulsos, Treinos de AVDs, Atenção e Concentração e demais déficits presentes.

No Centro De Reabilitação Religare contamos com as melhores práticas com evidências científicas para o tratamento dos pacientes com Síndrome de Prader-Willi, temos uma equipe Interdisciplinar treinada e capacitada dentro da abordagem da Medicina Integral.

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Como ajudar meu filho com a queima de fogos?

Quando pensamos nas festas de final de ano é inevitável o pensamento sobre todo aquele alvoroço, a quebra na rotina, toda alegria, descontração, mas também em todo o desconforto gerado nos pacientes por conta destas mudanças.

Faz parte do “cardápio” de fim do ano, comidas diferentes, passeios especiais e…. os fogos de artifícios!

Temos então que falar com muito carinho sobre o Transtorno do Processamento Sensorial, que está presente entre 40% a 80% dos pacientes dentro Espectro do Autismo e também acomete os pacientes com Deficiência Intelectual.

Transtorno do Processamento Sensorial é uma condição neurofisiológica onde cérebro recebe, processa informações, sensações, as integra e as devolve afim de que a pessoa cumpra seus papeis sociais.

Quando existe o Transtorno no Processamento Sensorial, há um impacto imenso na rotina do paciente, pois a exposição, sentimentos, sensações, podem se tornar extremamente doloridos, desafiadores, imaginem 5 a 7 minutos de luzes intensas com sons ensurdecedores como no caso dos fogos de artifícios na passagem do ano!

Dicas de como Ajudar seu filho nesta época do ano:

Se antecipe!

O Youtube é repleto de vídeos com shows de fogos, a princípio mostre algum vídeo sem som, em um momento tranquilo quando seu filho demostrar interesse pelas imagens, aos poucos aumente o volume, bem aos poucos. Esse processo tem o nome de Dessensibilização.

Outro recurso interessante são as histórias sociais, com imagens, onde conta para seu filho uma sequência breve de um evento festivo com fogos, por exemplo. Sempre lembrando que recurso visual é indispensável.

Esteja preparado(a) com fone de ouvido! Verifique que seja um fone que realmente vede o sons. Se organize para que ele esteja disponível para este momento e é muito interessante que a criança e o adolescente sejam conduzidos a fazer algo prazeroso neste período, separe com antecedência o jogo de preferência ou atividade que ele mais gosta.

Caso seu filho esteja calmo traga para ver o fogos, mas com o fone. E lembre-se, precisa ser divertido!

Toda Família merece um final ano alegre e feliz, esperamos que estas dicas possam ajudar as famílias, pois todos merecem comemorar.

Boas festas!

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Sintomas de autismo, não! Autismo não é doença.

Precisamos compreender que quando falamos de autismo, não falamos de “doença”, afinal, o Transtorno do Espectro Autista se caracteriza como um Transtorno do Desenvolvimento, logo, não existem sintomas mas sim, sinais que podemos observar quando se trata de tentar obter um diagnóstico (lembrando que este deve ser feito por um profissional). Muitas famílias apresentam dúvidas relacionadas a identificar sinais de autismo em relação aos seus filhos e/ou parentes, podendo apresentar dificuldade em compreender alguns comportamentos. Sabendo disso, vamos auxiliar vocês a entenderem alguns sinais de TEA ao longo do desenvolvimento infantil, afinal é de suma importância que quanto mais cedo tais sinais forem identificados, melhor será o desenvolvimento e assistência dessas crianças.

  • Até os 06 meses: Pouco ou nenhum contato visual, tendo preferência por fixar o olhar em objetos ou lugares mais estimulantes. Chamamos isso de atenção visual atípica.
  • 06 à 12 meses: Atenção atípica à estímulos, isto é, fixando-se em estímulos específicos ou até mesmo ignorando-os; dificuldade em alternar o contato visual de um estímulo para outro e preferência em fixar o olhar em seres ou objetos inanimados.
  • 12 à 18 meses: Cada vez menos contato visual; não responde (ou responde pouco) ao ouvir o próprio nome; respostas sensoriais atípicas (apresenta muita sensibilidade – ou falta dela – a sons, luzes ou texturas); irritabilidade; poucos gestos comunicativos.
  • À partir dos 18 meses: Dificuldade em brincar de faz de conta (muita literalidade); respostas sensoriais atípicas; atraso na comunicação verbal e não verbal e irritabilidade.
  • Período pré-escolar: Possível falta de empatia; atrasos ou ausência de fala; interesses restritos e falta de interesse em brincar com colegas.
  • Período escolar: Dificuldade com interação social; comportamentos repetitivos (como bater as mãos, se balançar); falta de atenção ao ambiente em volta e alta resistência à mudanças.

Identificar sinais como esses são fundamentais, mas apenas um profissional especialista (muitas vezes um neuropediatra) será capaz de avaliar se o desenvolvimento da criança está ou não relacionado com o TEA. Por conta disso, é necessário estar atento aos sinais para que a consulta possa ser agendada o quanto antes.

Você já sabe o que fazer na primeira consulta com o neuropediatra? Nós preparamos um post explicando passo-a-passo do que deve ser feito e você pode conferir clicando aqui.

Além disso, nós da Religare possuímos uma rede de profissionais interdisciplinares, preparados para fazer uma avaliação minuciosa, para o quanto antes, caso necessário, iniciar o tratamento. Contamos com Terapia ABA, Fonoaudiologia (e cabine), Terapia Ocupacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Hidroterapia, Fisioterapia e atendimento psicológico para os familiares e/ou responsáveis, afinal todos precisam de cuidados e acolhimento, entre em contato conosco através do telefone 11 4319-2522 e agende a sua visita.

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Entenda o TDAH

Sendo um dos transtornos mais comuns entre crianças e adolescentes, faz-se cada vez mais necessário discutir o tema.

O que é TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é considerado um transtorno neurobiológico de causas genéticas. Normalmente começa-se a notar seu aparecimento na infância, continuando nas posteriores etapas da vida. Seus principais sintomas são inquietude, impulsividade e falta de atenção. O TDAH também pode ser chamado de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e de ADD, ADHD ou AD/HD (termos em inglês).

Ouvi dizer que o TDAH não existe, é verdade?

Não. O que acontece é que muitos não o consideram um transtorno, que é algo passageiro, quando na realidade o TDAH de fato existe e é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos Estados Unidos por exemplo, portadores de TDAH possuem proteção legislativa para receberem abordagens específicas na escola.

Ademais, inúmeros estudos de consenso internacional já foram publicados pelos mais renomados psicólogos, médicos e especialistas. Através de extensas pesquisas, estudos e debates entre pesquisadores de todo o mundo, as controvérsias quanto a existência ou não do TDAH têm cada vez mais diminuído, dada que ela existe e é possível de provar cientificamente.

Quão comum é o TDAH?

O TDAH é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes. De acordo com estudos feitos em inúmeras regiões do planeta, elas ocorrem entre 3% e 5% das crianças, sendo que mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo até a vida adulta, mesmo que com o passar do tempo os sintomas de inquietude tendam a tornarem-se mais tênues. Só no Brasil, identificam-se mais de 2 milhões de casos de TDAH por ano.

Quais são os sinais de TDAH?

  1. Falta de atenção

Pais, familiares ou responsáveis geralmente recebem queixas escolares tanto de professores ou diretores quanto de colegas, dizendo que a criança é muito dispersa, avoada, que vive no mundo da lua. Essa dificuldade de prestar atenção ou de ter foco em uma tarefa é muito comum em portadores do transtorno.

Nos adultos é comum apresentarem problemas no trabalho ou na vida quotidiana, principalmente por problemas de desatenção e memória (tendem a esquecer de mais coisas com maior frequência). Apresentam muita inquietude e impulsividade, isto é, apresenta maior tendência a largar uma coisa ou tarefa para ir à outra, acabando por não finalizar nem uma nem outra. Pessoas com TDAH apresentam maior frequência no desenvolvimento de depressão e ansiedade, também em decorrência da dificuldade de avaliar seus próprios comportamentos e como que, mesmo sem querer, afetam (ou sentem que afetam) a vida dos demais à sua volta.

  • Hiperatividade e/ou impulsividade:

Crianças com TDAH são consideradas por muitos “estabanadas” ou que “não param quietas por um minuto”, ou seja, apresentam sinais de hiperatividade. Meninos tendem a possuir mais sinais de hiperatividade e impulsividade do que meninas, entretanto a falta de atenção é comum à todos. É importante ressaltar que as últimas pesquisas apontam que crianças e adolescentes com TDAH tendem a possuir mais problemas de comportamento, apresentando dificuldades em definir limites e/ou seguir regras.

Quais são as causas do TDAH?

Inúmeros estudos ao redor do mundo mostram que o TDAH se prevalece em diferentes regiões, mostrando que sua causa independe de fatores culturais, práticas de uma determinada sociedade, educação dos pais, etc.

O que acontece no nosso cérebro?

O que acontece é que os portadores de TDAH possuem alterações na região frontal do cérebro e suas conexões com as demais regiões. A região frontal orbital em seres humanos, quando comparada à outros animais, mostra-se extremamente desenvolvida e ela é responsável pela inibição do comportamento, capacidade de prestar atenção, autocontrole, memória, planejamento e organização.

A alteração citada acima se refere ao funcionamento irregular dos neurotransmissores (principalmente a noradrenalina e a dopamina) que passam as informações aos neurônios.

Existem possíveis causas para essas alterações nos neurotransmissores, entre elas:

  1. Substâncias ingeridas na gestação:

Conforme o avanço da ciência, os últimos estudos mostram que o uso de álcool e nicotina durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento de algumas regiões do cérebro do feto, incluindo a região frontal orbital. As pesquisas apontam que mães com problemas de alcoolismo aumentam as chances do filho desenvolver questões relacionadas à falta de atenção e hiperatividade. Vale ressaltar que não existe uma relação causal (de causa e feito) mas sim que existe uma associação entre esses fatores.

  • Hereditariedade:

Não que os genes causem o transtorno, mas indicam uma predisposição ao TDAH. Desde o início das pesquisas haviam suspeitas da participação genética no transtorno, e isso acontece pois foram feitas observações em famílias de portadores de TDAH cujos parentes também portavam o transtorno com maior frequência do que as famílias sem integrantes com TDAH. A conclusão que as pesquisas chegaram – até o momento – é que existe uma relação de recorrência familial, isto é, a prevalência da doença entre os integrantes das famílias e as crianças com o transtorno é de 2 à 10 vezes maior do que na população em geral.

O que a ciência nos nos diz?

Mesmo que os resultados desses estudos tenham coerência nas discussões cientificas, existiu/existe um contraponto que torna questionável esses dados: O TDAH é caracterizado como um transtorno do comportamento, e em pesquisas relacionadas à esse tópico, nota-se que maiores ocorrências dentro de transtornos comportamentais dentro de uma família pode ocorrer por influências ambientais. Ou seja, muitas vezes o número de casos de transtornos de comportamento são maiores em famílias que possuem o transtorno, talvez não por questões genéticas, mas sim porque a criança pode ver seus pais ou familiares se comportando de forma “desatenta” ou “hiperativa”, podendo leva-las a reproduzir os mesmos comportamentos. Essa outra teoria excluiria o papel dos genes.

Para chegar-se à uma conclusão e mostrar que a recorrência familial de fato era oriunda da predisposição genética e não apenas do ambiente, especialistas propuseram estudos com gêmeos e crianças adotadas. A comparação feita entre as crianças adotadas envolvia os pais biológicos e os pais adotivos, investigando se havia ou não diferença na presença do transtorno entre os dois grupos de pais. Os resultados mostraram que os pais biológicos possuem em média 3 vezes mais TDAH que pais adotivos.

Conclusão sobre a influência hereditária

Já no grupo com os gêmeos, foram comparados gêmeos univitelinos (formados a partir de um único óvulo, formando dois embriões com a mesma carga genética) e fraternos/bivitelinos (formados pela fertilização de dois óvulos diferentes). Tendo em vista que os gêmeos univitelinos possuem 100% de semelhança genética – em oposição aos 50% de semelhança genética em gêmeos univitenlinos – a ideia era ver se os gêmeos univitelinos apresentavam maiores sinais de TDAH do que os fratenos/bivitelinos. Desse modo, os resultados mostraram que a incidência de TDAH é muito maior (70%) em univitelinos do que fraternos, mostrando que a origem do TDAH possui uma grande influência genética. É importante ressaltar que, como na maior parte dos transtornos de comportamento – que tendem a ser multifatoriais -, não se pode falar em determinação genética, mas sim em influência ou predisposição genética.

Desse modo, a origem do TDAH aparenta originar à partir da influência genética somada à influências ambientais.

  • Exposição ao chumbo:

Existem relatos e documentos que mostram que crianças que se intoxicaram por chumbo apresentaram sintomas parecidos com o do TDAH. Ainda assim, não é necessário medir a quantidade de chumbo em uma criança com TDAH, afinal isso pode ser facilmente identificado e é algo raro.

  • O que NÃO causa TDAH:

Os fatores abaixo, apesar de comumente difundidos, foram analisados pela comunidade cientifica e descartados como causas de TDAH. Portanto, sempre que ver um dos fatores abaixo saiba que cientificamente é incoerente e altamente improvável que esteja relacionado como a causa do transtorno:

  • Aspartame
  • Corante amarelo
  • Luz artificial
  • Deficiência hormonal
  • Deficiência de vitaminas

Identifiquei TDAH nos meus familiares, e agora?

É muito importante que a pessoa com TDAH possua o melhor tratamento possível. Nós da Religare contamos com profissionais qualificados e os melhores equipamentos do mercado para ajudar você e sua família. O TDAH como vimos é um transtorno comportamental, uma de nossas terapias tem como foco justamente a análise do comportamento, no caso a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), que sem dúvidas melhora a qualidade de vida não só do paciente mas de toda a família. Além disso, também contamos com Psicologia (também para pais, familiares ou cuidadores, afinal o cuidado e acolhimento são direitos de todos), Psicopedagogia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Musicoterapia, Psicomotricidade, Fisioterapia e Hidroterapia.

Além disso, também contamos com nosso sistema patenteado Conecta, que une clínica, família e escola para o melhor desenvolvimento possível. Que tal agendar uma visita conosco para nos conhecer um pouco melhor? Entre em contato com o número (11) 4319-2522 e agende agora mesmo. Ficaremos imensamente felizes em acolhê-los!

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Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). O que é?

O Transtorno Opositivo Desafiador, mais conhecido como TOD, é uma condição que causa comportamentos restritivos em ambientes sociais. As crianças e adolescentes diagnosticados com o transtorno costumam manifestar momentos de insubordinação, raiva excessiva, sentimento de vingança, hostilidade e apresentam alguma dificuldade em obedecer as regras.

Você provavelmente já teve um colega de turma, um parente ou vizinho que era uma tarefa difícil ficar ao lado dela por conta da sua personalidade. Essas atitudes fazem com que a pessoa com o transtorno se torne excluída de um grupo social, sendo delegada ao isolamento.

O grande problema é que os responsáveis pela criança passaram a ter acesso às informações sobre a existência do transtorno há pouco tempo. Anteriormente, antes da conscientização, essas atitudes eram resumidas em repressão.

Sintomas


Os comportamentos e sintomas que podem se desenvolver em crianças com o transtorno são:

  • Violência;
  • Nervosismo;
  • Rebeldia com os pais ou responsáveis;
  • Ansiedade alta;
  • Perturbação;
  • Fúria;
  • Ressentimento;
  • Sentimento de vingança.

Para ser diagnosticado, a criança pode manifestar apenas alguns sintomas.

Causas do TOD

O transtorno opositor desafiador tem alguns fatores temperamentais que estão relacionados diretamente com o comportamento temperamental, ambiental, genético ou fisiológico.

Os fatores temperamentais tem relação com problemas de regulação emocional e ajudam quando se tenta prever a ocorrência do transtorno. O meio em que a criança está inserida também é relacionado com comportamentos agressivos, inconsistentes ou negligentes por parte dos encarregados de educação dos filhos, que tem grande contribuição para o desenvolvimento do transtorno.

Lidando com o TOD

Recomenda-se a procura de um acompanhamento por um especialista, como um neurologista, psiquiatra ou psicólogo. Em vista que, sem o auxílio profissional, qualquer tipo de iniciativa pode ser em vão. Segue algumas maneiras de se lidar com crianças que possuem o transtorno:

  • Linguagem clara: busque sempre falar a mesma a mesma língua do garoto e tente sempre concordar com o que está relacionado às regras e ao cumprimento das rotinas diárias;
  • Presença dos pais: hoje em dia, grande partes dos pais contam com auxílio profissional na condução dos filhos, como babás. A presença de paterna e materna é fundamental na criação da criança;
  • Elogio: elogiar o pequeno é importante na sua criação, principalmente ressaltar mais os acertos do que reiterar seus erros;
  • Trabalhar em cima das preferencias: saber o que a criança prefere é essencial, seus gostos, momentos e pessoas que ele gosta e conviver torna a interação e o vínculo aumentar consideravelmente.

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Síndrome do X frágil

A síndrome do X frágil é uma condição hereditária que faz mudanças no comportamento e no desenvolvimento intelectual. Apesar de ser considerada a segunda causa mais comum quando se trata de deficiência mental de origem genética, a doença é pouco conhecida, pois sua descoberta foi há 30 anos atrás.

Ainda na década de 70, já era de conhecimento geral que o problema estava associado ao cromossomo X, que acabou fazendo com que ela fosse denominada síndrome do X frágil. Nos anos 90 se descobriu que a provável causa da fragilidade era uma mutação no gene FMR1, sigla de fragile X mental retardion gene 1, que deixa de passar as instruções para a proteção de proteína para o sistema nervoso. Essa mesma proteína faz com que o indivíduo tenha uma perda significativa na alteração na capacidade intelectual e no comportamento. Esses mesmos sintomas são frequentes em outros casos, graças ao diagnóstico da síndrome do X frágil que nem sempre ocorre rapidamente.

De acordo com os estudos recentes, a doença afeta um em cada 4 mil meninos e uma em cada 6 mil meninas. O menor número no sexo feminino se dá por conta de as mulheres possuírem dois cromossomos X, que acabam protegendo da síndrome completa.

Causas e Sintomas

A manifestação do X frágil ocorre por conta do comprometimento intelectual, que pode variar as dificuldades de aprendizagem e problemas de atenção até diversos graus de deficiência mental. A síndrome geralmente não se manifesta com traços físicos perceptíveis, como outras síndromes genéticas. Apesar disso, existem algumas características mais típicas, como orelhas grandes, face alongada, músculos flácidos, mandíbula projetada para frente, miopia ou estrabismo e no caso do sexo masculino, aumento do volume dos testículos após a puberdade.

Já as meninas, podem sofrer mais alterações emocionais, como isolamento social, ansiedade, depressão e outros sintomas afins. Com exceção da flacidez, que pode estar presente ao nascimento, todos esses sinais só aparecem com o passar do tempo.

Exames e Diagnósticos

Visto que os sintomas se assemelham aos de outros distúrbios que envolvem o desenvolvimento intelectual, o diagnóstico da síndrome do X frágil faz com que seja necessário um teste de DNA para confirmar a suspeita. Ao se fazer uma amostra de sangue, o exame pode detectar a mutação no gene.

Tratamentos e Prevenções

Ainda não existe nenhuma terapêutica que possa compensar a falta de proteína deficiente na síndrome do X frágil. Sendo assim, o tratamento se resume em um trabalho multidisciplinar, com intervenções de pediatra, neurologista, psiquiatra, fonoaudiólogo, psicoterapeuta, pedagogo e terapeuta ocupacional, entre outros. Ainda existem medicamentos que podem ajudar e melhor o comportamento.

Já aos familiares, torna-se necessário reforçar as medidas que surtem maior efeito quando mais cedo forem impostas, fazendo com que a criança portadora do X frágil desenvolva todo seu potencial e crescer num ambiente inclusivo. E é daí que surge a importância do diagnóstico correto, ainda no começo da vida.

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Síndrome de Borderline e suas características

Síndrome de Borderline

A Síndrome de Borderline ou transtorno de personalidade borderline é um transtorno mental grave que se caracteriza pelo padrão de instabilidade contínuo no humor, comportamento e auto estima.

Algumas pessoas com este transtorno de personalidade, também apresentam um conjunto de outros transtornos mentais, como distúrbios do humor, transtornos de ansiedade e distúrbios alimentares, e em alguns casos tendo abuso de substancias medicamentosas, automutilação, pensamentos e comportamentos suicidas. Pessoas com a Síndrome de Borderline podem alternar entre momentos de estabilidade emocional com surtos psicóticos tendo comportamentos descontrolados.

O que é Borderline?

Em poucas palavras, um transtorno de personalidade por ser descrito como um jeito de ser, sentir, se perceber e relacionar com os outros que foge do padrão considerado normal ou saudável para a sociedade em que estamos. Portanto, causando sofrimento para a própria pessoa ou familiares e amigos próximos a ele(a).

Os transtornos de personalidade normalmente são divididos em três grupos ou espectros. Nesta classificação, este transtorno está no espectro B, que reúne aqueles sujeitos que costumam ser chamados de “complicados”, “difíceis”, “dramáticos” ou “imprevisíveis”.

Neste grupo B, estão classificados os narcisistas, histriônicos e pessoas antissociais. Assim como os esquizoides, esquizotípicos e paranoides, muitas vezes taxadas como pessoas “frias” ou com mania de perseguição”. Igualmente no grupo C que estão classificados os evitativos, dependentes e os obsessivo-compulsivos, que são vistos como “certinhos demais”, “ansiosos” ou “frágeis”, respectivamente.

“Borderline”, que significa “fronteiriço” em inglês, originou-se na psicanálise e esses pacientes não eram classificados como psicóticos ou neuróticos, mas estariam em um estado entre os dois espectros.

O quão comum é?

No Brasil, ainda não há dados sobre a prevalência do transtorno. Já no mundo, as estatísticas apontam que as proporção pode chegar até em 5,9%. Já nos ambulatórios de psiquiatria, cerca de 20% dos pacientes possuem o transtorno.

De acordo com os dados coletados, o transtorno é diagnostico mais em mulheres do que nos homens, apesar de estudos apontarem que a incidência é a mesma para ambos os sexos. Na maioria dos casos, o transtorno é diagnosticado em adultos jovens e os sintomas tendem a piorarem conforme o passar do tempo.

Sintomas

A seguir, os principais sintomas para considerar para diagnosticar o transtorno e como eles se traduzem no dia a dia de uma pessoa com:

  • Medo do abandono exagerado: situações corriqueiras, como o atraso do terapeuta ou o cancelamento de um encontro até coisas mais graves, como o final de relacionamento ou um fim de um casamento pode causar uma crise.
  • Relacionamentos instáveis: quando a relação muda de extremo de uma hora pra outra.Atitudes de “amor ou ódio” ou de alguém que gosta se torna um lixo. Também é muito comum quem possui o transtorno fica íntimo rapidamente com alguém e, consecutivamente, alimentar bastante expectativas e acabar caindo em frustração ao não notar reciprocidade vinda da outra pessoa.
  • Não aceitação da identidade: “ela não me quis porque sou feia”, “as pessoas se afastam de mim porque não presto”. É frequente a pessoa com transtorno troque suas crenças, visual ou carreiras em pouco tempo.
  • Sensação de vazio: é bastante comum alguém no espectro estar sempre na busca de algo novo afim de aliviar o tédio e isso pode acabar se tornando uma atividade perigosa. Quando se trata de vazio existencial, pode manifestar-se em desinteresse da pessoa quanto a assuntos tidos como mais “chatos”, podendo largar relacionamentos, empregos ou cursos.
  • Raiva intensa: a pessoa se estressa facilmente, podendo resultar em próprias agressões físicas com pessoas mais próximas, como o parceiro amoroso, os pais ou até mesmo o filho. Depois, geralmente, vem o forte sentimento de culpa, que reforça a autoimagem negativa.
  • Paranoias: em situações de estresse, a pessoa pode achar que é alvo de conspirações, perdendo contato com a realidade.


Causas do Borderline

De acordo com os especialistas, não existe uma causa única para o borderline. O que se fala mais, é sobre o fator de risco que aumentam a vulnerabilidade, alguns deles são:

  • Familiar: o transtorno é frequente em parentes biológicos de primeiro grau das pessoas que sofrem o transtorno. Também há o risco familiar conhecido pelo abuso de substâncias ou outros transtornos mentais.
  • Fisiológico: algumas alterações cerebrais estão diretamente ligadas a falhas na alteração do humor e no controle de impulsos.
  • Ambiental: eventos que acontecem no ambiente, desde os mais leves até os mais graves como conflitos, negligência, abuso físico ou sexual são comuns quando se analisa a infância das pessoas que possuem o transtorno. Com o uso de substâncias que alteram a realidade, elas podem aumentar os sintomas. Lesões cerebrais também podem ocasionar em aumento na predisposição.

É possível se curar do Borderline?

Mesmo que o tratamento possa fazer uma grande diferença na vida do paciente, não é possível dizer que ele vá desaparecer para sempre. Os especialistas costumam dizer em “pequenas curas que se somam”: o controle de impulsos se tornam possíveis, a capacidade de reflexão aumenta, a tolerância à frustração expande e as relações se tornam muito mais estáveis. A vida se torna muito mais produtiva e satisfatória.


O que fazer em uma crise de Borderline?

A maioria das crises podem ser lidadas em casa com auxílio de medicações prescritas por um terapeuta. Ter o contato de profissionais é de muita importância para saber como lidar em uma emergência. Caso o paciente não está em tratamento, recomenda-se que ele seja levado a um ambulatório de psiquiatria ou um pronto-socorro. E o mais importante, manter a calma na hora no manejo, que muitas vezes ajuda na maioria dos casos.

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