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COM O DIAGNÓSTICO DO MEU FILHO EU ME DESCOBRI!!

Tem se tornado cada vez mais comum mães e pais, identificarem em suas histórias, através das memórias de infância, características similares ao que seus filhos vivem a respeito do Espectro do Autismo.

Os pais muitas vezes relatam o quão parecidas são vivências, comportamentos, reações e sobretudo dificuldades enfrentadas nos diversos ambientes.

Histórias de falta de adaptação, bullying, dificuldades escolares, retraimento, dificuldade na interação social e camuflagem. Tudo isso demonstra herdabilidade no TEA, ou seja, sua origem hereditária e sua influência genética.

Em muitos casos os familiares não preenchem os critérios para o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo, identificamos formas fenotípicas mais leves de cada critério. A isso chamamos de diagnóstico subclínico, por não serem suficientes para o fechamento do diagnóstico de acordo com DSM-5 ou CID11.

O FAA, Fenótipo Ampliado do Autismo, traz luz ao que a família vê e muitas vezes não entende sobre o comportamento que alguns têm na família e que para um membro específico é mais prejudicial.

Por outro lado, alguns pais têm se encontrado no diagnóstico de autismo, quando iniciam a jornada de avaliação e tratamento, em muitos casos realizam o “autodiagnóstico”.

Em todas as situações acima citadas, o que é muito importante para conduzirmos adequadamente o que vem a seguir, é ter informação de confiança, pautada na ciência.

Nenhum diagnóstico é uma sentença, mas pode sim, oferecer um norte para uma vida com melhor qualidade em vários aspectos. Talvez aquele seu “defeito”, seja algo a ser olhado à luz do Espectro, e dessa forma tratado e não julgado.  

Como é libertador saber quem somos! Skinner, o fundador da Behaviorismo Radical que é a base filosófica da ABA disse o seguinte: 
“O autoconhecimento tem valor especial para o próprio indivíduo-uma pessoa que se “tornou consciente de si mesma”. (1974).

Por meio de perguntas que lhe foram feitas, este está em melhor posição deprever e controlar o seu próprio comportamento”.

Quanto mais conhecimento sobre o Autismo, mais você conhecerá sobre si, mais poderá se antecipar e promover uma vida adaptada ao que precisa. O Autoconhecimento é a ferramenta que mobiliza o mundo ao nosso redor, e assim podemos fazer mais pelos nossos filhos também. 

O Centro de Reabilitação Religare, promove eventos informativos sobre o TEA, lives, Cursos para os pais, todos com Base em evidências científicas para intervenção do TEA, participe!

Adriana Chalela

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