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Diagnostico de autismo na vida adulta

Estamos todos inseridos no mundo de excesso de informação e fatalmente iremos esbarrar em questões sobre nossa saúde mental.

Não é raro perceber que muitas pessoas têm realizado os tão famosos testes na internet para verificar se possuem algum Transtorno.

A verdade é que na dúvida, o melhor caminho, e o mais seguro a se percorrer quando se tem uma queixa ou uma dificuldade no comportamento, é o da Investigação através de especialistas na área.

Na última década houve um aumento dos número de adultos com diagnóstico tardio de Autismo. Os adultos e famílias estão se identificando com os sintomas e estão procurando o que podem e como podem para saber sobre autismo.

Muitos destes adultos, em suas infâncias foram as chamadas crianças “estranhas” “esquisitos”, com desempenho escolar prejudicado muitas vezes, mas que vieram pela vida se virando, mas com muito sofrimento.

Uma outra questão importante para se relatar sobre o autismo na vida adulta é a camuflagem. Existe um número significativo de jovens e adultos dentro do espectro que durante a vida, em cada fase específica, com suas demandas, se percebeu pressionado a se encaixar nas rotinas normativas sociais e para isso criaram maneirismos ou até simulam personagens para conseguirem uma adaptação. Lembrando que sempre há muito desgaste e sofrimento, pois toda e qualquer estratégia de compensação, autovigilância, simulação, viver um outro que não sou eu requer muita energia psíquica que pode levar a sobrecarga e exaustão.

O comportamento de Camuflagem exige muito do indivíduo, faz com que ele fique em estado de alerta, e não raro ou outro percebe que ele é “falso”, um  um “duble”.

Adolescentes meninas se camuflam passando de grupo em grupo, procurando um platô de aceitação. Estudos recentes relatam que mulheres tendem a camuflar melhor que homens o que pode levar a um diagnóstico ainda mais tardio.

Muitos adultos relatam que o diagnóstico é libertador, pois se livram das garras de tentarem ser o que não são! E com tratamento podem  refinar comportamento e serem o que querem  da forma que podem.

A Neurodiversidade nos ensina justamente isso, cada cérebro é único. Quem dera a sociedade pudesse nos ver como somos e nos aceitar. Contudo já é um passo gigante quando nos aceitamos e aceitamos aquele que está ao nosso lado.

Diagnóstico não é sentença, ele pode ser explicação e pode sinalizar dias melhores! 

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