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Festas de fim de ano: desafio para crianças com TEA

Somos um copo! Sim, nós podemos ser comparados sensorialmente a um copo. Recebemos as informações do mundo, do ambiente e somos constantemente alterados por elas. Vamos enchendo aos poucos e às vezes ficamos irritados, eufóricos ou cansados.

Quantas vezes um som alto do vizinho, uma luz, um calor intenso, fazem transbordar nossos ânimos?

Festas de final de ano são momentos onde temos excessos de estímulos, sendo impossível para as famílias não se depararem com luzes, cores, sons, pessoas e cheiros dos mais diversos.

Sabemos que para a pessoa com TEA, a festa pode se tornar uma sobrecarga e o copo pode transbordar, o que pode significar uma crise. E como poderíamos aproveitar os dias festivos em família, inserindo nossos filhos e ao mesmo tempo os protegendo de uma crise?

Lidando com as quebras de rotina

Final de ano é a época de receber os parentes, ir visitar a vovó querida, e o primo vir dormir em casa, ou seja, ótimos momentos em família, porém isso também significa uma quebra de rotina.

Para que os momentos sejam prazerosos deixamos uma dica valiosa: antecipe os eventos!

O apego à rotina e a inflexibilidade cognitiva são minimizadas quando existe a antecipação, através de: histórias sociais, fotos, imagens e vídeos. Permita que a criança participe das atividades que antecedem os eventos, como por exemplo, arrumar a cama para o primo, vídeo chamada com a vovó, ajudar em alguma atividade referente a alimentação, entre outros.

Além dos estímulos e quebra de rotina, as festas incluem também muitas opções de alimentos, mas evite inserir algo novo na rotina, procure manter o conhecido, apenas oferecendo se a criança demonstrar interesse.

Esteja preparado!

Também é importante ter o “Kit” para regulação da criança em caso de sobrecarga, com os itens de sua preferência, aqueles que ela mais gosta. Evite o isolamento, busque inseri-la nas atividades familiares, porém em situação de crise por sobrecarga sensorial é importante que você busque um ambiente afastado e com poucos estímulos para que ela se tranquilize novamente.

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