Integração Sensorial

O que é integração sensorial?
De acordo com Ayres (2005), a integração sensorial pode ser definida como o processo cujo cérebro organiza as informações com a finalidade de dar uma resposta adaptativa adequada. Isso é responsável por estruturar as sensações do próprio corpo e do ambiente de maneira que possibilita o uso eficiente do mesmo no ambiente. Portanto, podemos explicar a integração sensorial como a habilidade inata de organizar, interpretar sensações e responder apropriadamente ao ambiente; de modo que auxilia o ser humano em seu uso funcional.

Problemas de alterações sensoriais?
As alterações sensoriais do indivíduo o também podem afetar seu comportamento em atividades diárias familiares, inclusive comer, dormir e rotinas de dormir; e fora de casa essas alterações podem criar problemas, por exemplo, ao viajar e participar de eventos na comunidade. Consequentemente, as intervenções do autismo também devem incluir estratégias específicas de manejo de comportamentos sensoriais para melhorar as atividades diárias familiares e a participação em eventos na comunidade.

O que é a terapia de integração sensorial?
Tratamento voltado para pessoas com autismo a partir de uma avaliação multidisciplinar. Tudo isso por conta das várias habilidades que são devidamente trabalhadas. No caso de quem convive com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e precisa desenvolver a integração sensorial, a presença de determinados especialistas é imprescindível para trazer soluções que atendam à demanda.

Os profissionais de Terapia Ocupacional, por exemplo, são indicados para analisar e trabalhar essa situação. Eles têm como instrumentos de suas ações as atividades que estão presentes no cotidiano das pessoas. Os terapeutas ocupacionais propõem intervenções que favorecem itens como a recepção, o processamento e a resposta adaptativa ao meio por meio da integração de informações sensoriais.  Além deles, podemos citar também os psicomotricistas, profissionais indispensáveis para o desenvolvimento da criança que convive com o TEA. Os especialistas que trabalham a psicomotricidade agem de forma a valorizar a saúde, a educação e a cultura. Isso é responsável por avaliar o indivíduo na relação com o ambiente ao redor.

Estudos comprovam que as terapias de integração sensorial são responsáveis pela considerável redução de maneirismos, além da melhoria do autocuidado e das habilidades sociais dos pequenos.

Essas habilidades têm algo em comum com o autismo?
Sim. É preciso salientar que o aspecto sensorial de uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) funciona de maneira completamente diferente de quem não vive com autismo. Vale lembrar que isso pode significar um grande problema. Todas as sensações ligadas à visão, sons, paladar, cheiros e toques tendem a ser um processo doloroso, sobretudo se a pessoa não tiver sido apresentada a alguma intervenção adequada. Em longo prazo, as consequências podem ser completamente prejudiciais.