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NOVA CLASSIFICAÇÃO DA CID TEA – 6A02

A CID é a Classificação Internacional de Doenças utilizada também pela comunidade médica e em 2022 entra em vigor sua 11ª Edição com algumas modificações, adições e ampliações.

No que se refere ao Autismo na Edição anterior existiam classificações sepa-radas para Asperger e para Autismo Infantil, por exemplo, nesta Edição todos os sintomas e características relacionados ao Autismo estão inseri-dos no mesmo código que possui sub-divisões.

E afinal para que serve este número?

A Classificação com um código é uma métrica que padroniza a busca por Atendimentos Terapêuticos específicos, Intervenções Especializadas, inclusive auxilia quanto aos direitos para que tem o Transtorno do Espectro do Autismo.

Este código é dado pelo profissional médico – pediatra, neuropediatra, neu-rologista, psiquiatra, que podem levan-tar Hipóteses Diagnosticas e fechar diagnósticos embasados nos dados fornecidos pela Avaliação Interdisci-plinar.

Outra alteração relevante é a que se refere aos itens relacionados ao Autismo que seriam: Deficiência Intelectual – a capacidade de aprender, criar significado, ter repertorio cognitivo; Linguagem Funcional – comunicação que identifica interlocutor, conversação, fazer comentários, estabelecer uma conversa fluída.

Dessa forma temos então as carac-terísticas base do TEA que são os Prejuízos/Déficits na Comunicação Social e Interação e Comportamentos restritivos e repetitivos que na CID estão associados ou não com Deficiência Intelectual, com ou sem Linguagem Funcional.

Importante salientar que os pacientes podem sim mudar de CID, algo que verificamos com constância na Religarem, pois os pacientes podem chegar para tratamento após avaliação com CID 6A 02.2 e através das Inter-venções migrar para 6A 02.0, por exemplo.

Outra questão bastante relevante está ligada aos 02.2 e ou diagnósticos tardios, pois quando existe “fala” mesmo que seja ecolalia imediata ou tardia, existe uma tendencia no senso comum de postergar Avaliação e tratamento, ou até mesmo de descredito no diagnóstico.

A Nova Classificação facilita também a construção do Plano Terapêutico e auxilia a escola a oferecer ao aluno o que realmente ele precisa para apren-dizagem.

A CID, portanto, traz contribuições que veremos no nosso dia-a-dia.

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