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O UNIVERSO DO TEA: CONHECER PARA ENTENDER

Cada autista é único, não existe um idêntico ao outro em suas características, na intensidade de sintomas, na forma como os sintomas se apresentam ou na quantidade de sintomas.

O que é equivalente entre todos, são os critérios diagnósticos que encaixam a pessoa no Transtorno, que são eles: os déficits clinicamente significativos na comunicação social e na interação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento e comportamentos sensoriais incomuns, todos eles apresentados desde a primeira infância. No mais, não temos um autista padrão, por conta disto, o conceito de espectro se propõe a traduzir essa complexidade ímpar.

Nos anos 80, a médica pesquisadora inglesa, mãe de uma menina autista, chamada Lorna Wing revolucionou a concepção sobre o autismo ao propor o termo Espectro. Até então, a comunidade do autismo insistia em definir um padrão que sabemos que não existe, basta olharmos para os pequenos na recepção de nossas unidades e vermos o quanto são únicos em suas qualidades e temperamentos inclusive.

A palavra Espectro pode ser usada em vários contextos, em várias áreas de atuação, como física, química, por exemplo, e significa os diversos estados, magnitudes de um evento.

Te proponho um exercício de imaginação para esse passeio no conhecimento. Pense na sua cor preferida. Ela bem Forte! Agora bem suave… Coloque muita luz nela! Pense nela opaca. Imagine sua cor preferida em uma folha de sulfite amassada. Sua cor preferida pintada no chão do asfalto molhado. Consegue imaginar quantos tons existem da sua cor preferida?

Isto é espectro, todas as possíveis nuances, magnitudes, intensidades, tons, peso e formas. Transfira esse raciocínio para as características do autismo e temos uma compreensão visual da individualidade no TEA

O tratamento para o TEA só pode ser individualizado, personalizado, olhando tanto os déficits, como as potencialidades e vocações, com planejamento que componha cuidado e estimulação integral deste paciente.

Deve-se conhecer o autismo e entendê-lo, deste modo poderemos definir o que é melhor para quem amamos.

Adriana Chalela

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