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Síndrome de Borderline e suas características

Síndrome de Borderline

A Síndrome de Borderline ou transtorno de personalidade borderline é um transtorno mental grave que se caracteriza pelo padrão de instabilidade contínuo no humor, comportamento e auto estima.

Algumas pessoas com este transtorno de personalidade, também apresentam um conjunto de outros transtornos mentais, como distúrbios do humor, transtornos de ansiedade e distúrbios alimentares, e em alguns casos tendo abuso de substancias medicamentosas, automutilação, pensamentos e comportamentos suicidas. Pessoas com a Síndrome de Borderline podem alternar entre momentos de estabilidade emocional com surtos psicóticos tendo comportamentos descontrolados.

O que é Borderline?

Em poucas palavras, um transtorno de personalidade por ser descrito como um jeito de ser, sentir, se perceber e relacionar com os outros que foge do padrão considerado normal ou saudável para a sociedade em que estamos. Portanto, causando sofrimento para a própria pessoa ou familiares e amigos próximos a ele(a).

Os transtornos de personalidade normalmente são divididos em três grupos ou espectros. Nesta classificação, este transtorno está no espectro B, que reúne aqueles sujeitos que costumam ser chamados de “complicados”, “difíceis”, “dramáticos” ou “imprevisíveis”.

Neste grupo B, estão classificados os narcisistas, histriônicos e pessoas antissociais. Assim como os esquizoides, esquizotípicos e paranoides, muitas vezes taxadas como pessoas “frias” ou com mania de perseguição”. Igualmente no grupo C que estão classificados os evitativos, dependentes e os obsessivo-compulsivos, que são vistos como “certinhos demais”, “ansiosos” ou “frágeis”, respectivamente.

“Borderline”, que significa “fronteiriço” em inglês, originou-se na psicanálise e esses pacientes não eram classificados como psicóticos ou neuróticos, mas estariam em um estado entre os dois espectros.

O quão comum é?

No Brasil, ainda não há dados sobre a prevalência do transtorno. Já no mundo, as estatísticas apontam que as proporção pode chegar até em 5,9%. Já nos ambulatórios de psiquiatria, cerca de 20% dos pacientes possuem o transtorno.

De acordo com os dados coletados, o transtorno é diagnostico mais em mulheres do que nos homens, apesar de estudos apontarem que a incidência é a mesma para ambos os sexos. Na maioria dos casos, o transtorno é diagnosticado em adultos jovens e os sintomas tendem a piorarem conforme o passar do tempo.

Sintomas

A seguir, os principais sintomas para considerar para diagnosticar o transtorno e como eles se traduzem no dia a dia de uma pessoa com:

  • Medo do abandono exagerado: situações corriqueiras, como o atraso do terapeuta ou o cancelamento de um encontro até coisas mais graves, como o final de relacionamento ou um fim de um casamento pode causar uma crise.
  • Relacionamentos instáveis: quando a relação muda de extremo de uma hora pra outra.Atitudes de “amor ou ódio” ou de alguém que gosta se torna um lixo. Também é muito comum quem possui o transtorno fica íntimo rapidamente com alguém e, consecutivamente, alimentar bastante expectativas e acabar caindo em frustração ao não notar reciprocidade vinda da outra pessoa.
  • Não aceitação da identidade: “ela não me quis porque sou feia”, “as pessoas se afastam de mim porque não presto”. É frequente a pessoa com transtorno troque suas crenças, visual ou carreiras em pouco tempo.
  • Sensação de vazio: é bastante comum alguém no espectro estar sempre na busca de algo novo afim de aliviar o tédio e isso pode acabar se tornando uma atividade perigosa. Quando se trata de vazio existencial, pode manifestar-se em desinteresse da pessoa quanto a assuntos tidos como mais “chatos”, podendo largar relacionamentos, empregos ou cursos.
  • Raiva intensa: a pessoa se estressa facilmente, podendo resultar em próprias agressões físicas com pessoas mais próximas, como o parceiro amoroso, os pais ou até mesmo o filho. Depois, geralmente, vem o forte sentimento de culpa, que reforça a autoimagem negativa.
  • Paranoias: em situações de estresse, a pessoa pode achar que é alvo de conspirações, perdendo contato com a realidade.


Causas do Borderline

De acordo com os especialistas, não existe uma causa única para o borderline. O que se fala mais, é sobre o fator de risco que aumentam a vulnerabilidade, alguns deles são:

  • Familiar: o transtorno é frequente em parentes biológicos de primeiro grau das pessoas que sofrem o transtorno. Também há o risco familiar conhecido pelo abuso de substâncias ou outros transtornos mentais.
  • Fisiológico: algumas alterações cerebrais estão diretamente ligadas a falhas na alteração do humor e no controle de impulsos.
  • Ambiental: eventos que acontecem no ambiente, desde os mais leves até os mais graves como conflitos, negligência, abuso físico ou sexual são comuns quando se analisa a infância das pessoas que possuem o transtorno. Com o uso de substâncias que alteram a realidade, elas podem aumentar os sintomas. Lesões cerebrais também podem ocasionar em aumento na predisposição.

É possível se curar do Borderline?

Mesmo que o tratamento possa fazer uma grande diferença na vida do paciente, não é possível dizer que ele vá desaparecer para sempre. Os especialistas costumam dizer em “pequenas curas que se somam”: o controle de impulsos se tornam possíveis, a capacidade de reflexão aumenta, a tolerância à frustração expande e as relações se tornam muito mais estáveis. A vida se torna muito mais produtiva e satisfatória.


O que fazer em uma crise de Borderline?

A maioria das crises podem ser lidadas em casa com auxílio de medicações prescritas por um terapeuta. Ter o contato de profissionais é de muita importância para saber como lidar em uma emergência. Caso o paciente não está em tratamento, recomenda-se que ele seja levado a um ambulatório de psiquiatria ou um pronto-socorro. E o mais importante, manter a calma na hora no manejo, que muitas vezes ajuda na maioria dos casos.

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