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O Transtorno do Espectro Autista é considerado uma Deficiência?

Quando se trata de reconhecer, lutar e agir com base nos direitos das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) muitas vezes resultados são obtidos, mas juntos deles tende a surgir muitas dúvidas. Primeiro de tudo, o que é deficiência?

É importante ressaltar que deficiência não é doença e, portanto não há cura, só existe cura para aquilo que é doença. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), deficiência está atribuído a uma “anormalidade”, perda de uma estrutura ou função seja ela fisiológica, psicológica ou anatômica. Portanto, está interligado à biologia humana. Sendo assim, a pessoa com deficiência (PcD) aquele(a) com um ou mais problemas de funcionamento ou de parte anatômica, englobando dificuldades de percepção, locomoção, pensamento ou relação social. É importante lembrar que a PcD pode ser portadora de uma única deficiência ou deficiências múltiplas. Dentre os tipos de deficiência incluem-se:

  • Deficiência Motora e/ou Física:

Trata-se de uma disfunção motora ou física que pode ser tanto congênita como adquirida. Ela afeta o indivíduo no âmbito da mobilidade, fala ou coordenação motora. Ela ocorre devido a lesões neurológicas, ortopédicas, neuromusculares ou em decorrência de má formação.

  • Deficiência Auditiva

Trivialmente conhecida como surdez, trata-se de perda parcial ou total da capacidade de ouvir, tratando-se portanto de um problema auditivo. Parcialmente surdo é aquele onde há a capacidade de ouvir, mesmo que não em totalidade, com ou sem prótese auditiva. Já surdo é toda pessoa cuja audição não é funcional no dia-a-dia.

  • Deficiência Visual

Aqui há a redução ou perda da capacidade visual em ambos os olhos, sendo algo definitivo e não sendo possível melhora ou correção através de cirurgia, tratamento clínico ou uso de lentes. Entre os deficientes visuais é possível distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.

  • Deficiência Mental e Intelectual:

Caracteriza-se pelos problemas que ocorrem no cérebro e que podem levar a um baixo rendimento, entretanto, sem afetar outras áreas ou regiões cerebrais. As pessoas englobadas neste tipo de deficiência são aquelas cujo QI está abaixo de 70 e cujos sintomas apareceram antes dos 18 anos de idade. De acordo com as atuais vertentes pedagógicas, é considerado deficiente intelectual o indivíduo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o processo regular de aprendizagem e que por sua vez necessita de abordagens educativas especiais.

À vista disso, deficiente é aquele que possui impedimentos a longo prazo de natureza física, intelectual (mental) ou sensorial (visão e audição) que em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Ser deficiente não é ser doente, é fazer parte, como todos nós, da diversidade social, devendo possuir os mesmos direitos e deveres do restante da sociedade.

Pois bem, tendo dito isso, autismo é deficiência?

Bom, como o próprio termo “TEA” diz, autismo é um transtorno, não uma deficiência ou uma doença. O autismo engloba um transtorno global do desenvolvimento que se inicia na primeira infância, ressaltando sintomas como dificuldade de comunicação e interação social. Claro que alguns autistas podem possuir deficiências, mas tratam-se de comorbidades, não de causas ou consequências do TEA.

Entretanto, mesmo que autismo não seja deficiência, de acordo com o Art. 1º da Lei nº 12.764 do dia 27 de Dezembro de 2012:

“§ 1º Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II:

I – deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;

II – padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.

§ 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.”

Portanto, no âmbito legislativo a pessoa com autismo é considerada deficiente e possui todos os seus direitos.

Dito isso, abaixo apresentamos o Estatuto das Pessoas com Deficiência, vale a pena conferir:

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/513623/001042393.pdf

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A robótica enquanto tratamento para o autismo

A relação entre o autismo e a robótica

Cada vez mais reconhece-se a importância do diagnóstico precoce de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) para que o tratamento seja feito o quanto antes. Com o passar do tempo, intervenções foram sendo analisadas, estudadas e aplicadas para acolher não somente as crianças como também as famílias.

Entre as intervenções, uma que possui cada vez maior visibilidade é o uso da robótica enquanto tratamento para o autismo. O que acontece é que a robótica não só é acessível, pedagógica e social, como também promove a socialização das crianças desde cedo.

Como sabemos, pessoas com TEA tendem a apresentar dificuldades ao longo da vida no que se trata de interação social e habilidades comunicativas, podendo tornar o interesse das crianças limitados e repetitivos. Além disso, pode haver comprometimento de funções sensoriais dos autistas, ou seja, pode haver maior (ou menor) sensibilidade no que diz respeito ao tocar, sentir, ver, equilibrar ou degustar. Sendo assim, mesmo que a robótica esteja atualmente ganhando notoriedade no tratamento, não é novidade que tal abordagem seja utilizada no âmbito de práticas pedagógicas e sociais.

Da robótica à socialização de crianças autistas

Cada vez mais a robótica assume uma importância social significativa, já que inúmeras tecnologias da área estão se desenvolvendo para promover a qualidade de vida de PCDs (Pessoas com Deficiência), no caso do nosso tema, os autistas (mas afinal, autismo é deficiência? Confira nosso post respondendo essa pergunta clicando aqui).

O que a ciência têm a nos dizer sobre a robótica enquanto tratamento de crianças autistas?

“No que diz respeito a essa patologia a robótica pode estimular o desenvolvimento social e comunicativo do paciente assim como, aprimorar a sua capacidade de aprendizado e de solucionar problemas, como também, diminuir comportamentos que interferem no aprendizado e no acesso ás oportunidades para suas experiências do cotidiano. Uma vez que pesquisas apontam que crianças com TEA sentem mais facilidade na interação com máquinas, pois elas tendem a realizar repetições, o que transmite uma “segurança” aos autistas, (…). Essa interação pode propiciar as crianças uma melhora na prática cognitiva que resultará positivamente no relacionamento com humanos, principalmente no ambiente familiar.” (CONCEIÇÃO, E. C., LEONN, R. V. M., A Robótica como Ferramenta de Auxílio no Tratamento de Criança com Transtorno do Espectro Autista, p.2, Paraíba.)

De acordo com Marina Machado, doutora em psicologia da educação, é através das brincadeiras que se aprende a linguagem dos símbolos, e por consequência, se adentra às atividades sociais, criativas e culturais.

Portanto, as ferramentas robóticas auxiliam as crianças a se sentirem mais confortáveis no âmbito escolar e familiar, ajudando a desenvolver as capacidades críticas, resolução de problemas, a criatividade e o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Para ter acesso ao artigo da citação acima, basta clicar aqui.

Exemplos práticos da união entre Robótica e Autismo

Uma pesquisa publicada na revista Science Robotics (Ciências Robóticas) teve ênfase em aprimorar robôs para utilizá-los em terapias com crianças autistas. De cara houve um desafio, se o transtorno engloba um espectro, ou seja, existem diferentes graus de autismo, como fazer um robô que auxilie no tratamento de forma personalizada?

Foi aí que surgiu o machine learning (máquina de aprendizado), um processo de aprendizagem dos computadores que se baseia na inteligência artificial e em reconhecer padrões. O intuito era auxiliar os pacientes a reconhecerem reações e emoções, uma dificuldade que muitos autistas podem ter.

Através desta tecnologia, o robô trabalha em três fases com as crianças: Sensorial, perceptiva e interativa.

No primeiro estágio a máquina realiza a gravação de movimentos, áudios, medições fisiológicas (como temperatura e pressão) e expressões. No segundo estágio o sistema analisa os dados coletados para compreender melhor não só a criança mas seus comportamentos. No último estágio o robô e o paciente interagem, se comunicam e expressam sentimentos e reações através de movimentos, poses e falas.

A aplicação dessa tecnologia no Brasil

Embora essas aplicações ainda não tenham se popularizado, graças a tecnologias como essas, os jovens autistas passaram a compreender melhor as emoções humanas, de forma mais próxima e palpável. É importante ressaltar que não se trata de substituir os robôs pelos profissionais, mas sim de utilizarmos da tecnologia como ferramenta.

Outro caso muito interessante aconteceu em Recife através do Programa Robótica na Escola. Francisco Luiz dos Santos, secretário-executivo de Tecnologia na Educação do Recife, baseou seu projeto em estudos realizados nos EUA, Portugal, Inglaterra e México. O processo é semelhante ao do Science Robotics, onde os robôs possuem atividades e planejamentos específicos para cada aluno.

Os robôs, portanto, passam a “compreender” as necessidades dos estudantes com TEA e através de brincadeiras trabalham questões pedagógicas, passando não só a compreenderem melhor o conteúdo a ser ensinado como também obtiveram desenvolvimento de linguagem, aprendizagem, e passaram a entender melhor as emoções humanas.

Onde posso encontrar terapias que se unem à robótica?

Nós da Religare possuímos todos os equipamentos com a melhor tecnologia do mercado para oferecer aos nossos pacientes o melhor tratamento possível. Nossos terapeutas trabalharão juntos à robótica em prol da evolução dos nossos pacientes, abordando cada um dos temas citados acima.

Além disso, nós contamos com Terapia ABA, Psicopedagogia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia (e cabine), Musicoterapia, Psicomotricidade, Fisioterapia, Hidroterapia e Psicologia para pais, familiares e cuidadores, afinal o acolhimento e a promoção do bem-estar é um direito de todos.

Gostaria de saber mais sobre nós ou agendar uma visita? Entre em contato conosco através do número (11) 4319-2522 e agende agora mesmo! Ficaremos felizes em receber você!

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Amigos do Diagnóstico – Comportamento alimentar em crianças pode auxiliar no diagnóstico de Autismo

Falamos com frequência sobre a importância do diagnóstico precoce para casos de Transtorno do Espectro Autista, além de ser a melhor forma de garantir uma melhor qualidade de vida e desenvolvimento para as crianças com TEA. Por conta disso, pesquisadores buscam sempre compreender maneiras ou sinais que podem auxiliar no reconhecimento antecipado do transtorno.

Um novo estudo aponta que comportamentos alimentares atípicos, para além da seletividade alimentar, podem ser sinais de que uma criança é autista. Comportamentos como: hipersensibilidade à textura e temperatura de alimentos, dificuldades em largar a mamadeira, ou até mesmo guardar alimentos no bolso ao invés de ingeri-los podem ser pequenos sinais de que a criança é autista.

Segundo a pesquisa publicada no periódico Research in Autismo Spectrum Disorders, 70% das crianças dentro do Espectro apresentam algum comportamento atípico na hora de se alimentar – este número é 15 vezes maior do que se comparado à crianças que não se enquadram no Espectro.

Ainda segundo a pesquisa, apesar de inúmeras crianças pequenas recusarem alimentos novos em sua dieta, o comportamento daquelas diagnosticadas com TEA é um pouco mais severo. Isso se dá pelo fato de que, estas crianças, com o passar dos anos continuam seletivas com seus alimentos, enquanto outras crianças, mais cedo ou mais tarde, acabam por aceitar novos alimentos em sua rotina.

É recomendado que, caso você note algum destes comportamentos na hora que seu filho se alimenta, o ideal é procurar um profissional para realizar uma avaliação. O dia-a-dia da criança, quando bem observado, pode ser utilizado como ferramenta para obtenção de um diagnóstico precoce, o que maximiza o desenvolvimento do pequeno em tratamento.

Para chegarem a estas descobertas, os pesquisadores analisaram os comportamentos alimentares de mais de 2.000 crianças, alguns dos participantes já haviam recebido o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Autismo e outros transtornos de desenvolvimento, enquanto outras crianças eram caracterizadas como “neurotípicas” – aquelas que não possuem nenhuma condição neurológica.

Os pesquisadores notaram que crianças que possuíam algum diagnostico apresentavam comportamento alimentar atípico, no entanto, apenas crianças autistas apresentavam uma combinação de dois ou mais comportamentos deste cunho. Ou seja, observar a alimentação do seu filho pode ser, segundo o estudo, eficaz na hora de compreender melhor seu comportamento e quem sabe até, encaminhá-lo a uma avaliação de um profissional.

Na Clínica Religare, o diagnóstico precoce permite que a criança inicie seus tratamentos com nossa equipe interdisciplinar, o acompanhamento especializado auxilia no  desenvolvimento e aprimoramento das potencialidades de cada criança. Venha nos visitar, entre em contato conosco através do telefone 11 4319-2522

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Organização é tranquilidade

Como a rotina pode promover o bem-estar e autonomia nas crianças e adultos com TEA?

Como a rotina pode promover o bem-estar e autonomia nas crianças e adultos com TEA?Quem tem um filho autista ou conhece alguém neurotípico sabe a valorização e importância que a rotina tem para essas pessoas. Principalmente, quando se trata de vivenciar o período das festas de final de ano.  Mas por que seguir a rotina é de tamanha importância? Imagine que viajará para um lugar novo, sem roteiro ou planejamento. Naturalmente virão questões como “onde irei me hospedar? Como gastarei o dinheiro? Qual o valor das coisas que irei consumir?”, isto é, apesar do bom proveito é provável – e natural – a insegurança. O mesmo ocorre com crianças e adultos autistas, tornando a previsibilidade de acontecimentos como atividades que serão feitas: O que acontecerá, se ocorrerá algo diferente no dia, algo mais seguro. Quando o oposto acontece é natural sensações de irritação, tristeza e desconforto. Portanto, a antecipação é sinônimo de segurança.

Em situações onde a pessoa não possui autonomia ou possui autonomia parcial, uma rotina pré-estabelecida se faz necessária. Existem inúmeras formas de pôr em prática a organização, a mais conhecida é através dos PECS (Picturing Exchanging Communication System), um método que consiste na troca de figuras e auxilia na memorização de atividades como escovar os dentes, tomar banho e outras atividades da vida diária. Uma opção, por exemplo, é inserir as imagens em uma agenda (calendário social), representar nos ícones as atividades que serão feitas nos dias e antes de dormir fazer uma retrospectiva do que foi feito e ler em conjunto as atividades do dia seguinte. A sensação de segurança é inevitável e é a partir dela que se é capaz de fazer leves alterações e promover autonomia.

Tudo bem, mas agora que entendi melhor a importância da rotina, como posso estimular sua autonomia e a sensação de segurança mesmo em momentos onde as coisas ocorrem fora do esperado/planejado?

Um exercício interessante é fazer um passeio surpresa (e antecipar em dias anteriores que durante a semana isso ocorrerá) e leva-lo(a) à um lugar que ele(a) goste muito e se divirta, pois assim a criança ou adulto aprenderá que o inesperado também pode ser agradável.

Outro exercício importante é colocar a “quebra de rotina” dentro da própria rotina, isto é, antecipar através de calendários e/ou fotos eventos que podem naturalmente interferir numa rotina pré-estabelecida, como aniversários, festas da escola, viagens, etc. Assim a pessoa se sente mais segura e preparada para o que está por vir.

Caso haja uma crise e criança ou adulto seja abalada emocionalmente por ruptura na rotina, é fundamental respeitar o espaço e o tempo dela para se recuperar. Leve-a(o) a um lugar silencioso e tranquilo, converse sobre o que está acontecendo, tenha paciência, deixe-a(o) se reorganizar e passe segurança.

Ainda assim, independente de qualquer fator é essencial para uma pessoa com TEA ir à terapias para que não só questões relacionadas a rotina como sensibilidade sensorial, praxia fina entre outros tantos possíveis fatores sejam trabalhados. Nós da Religare – Centro de Reabilitação oferecemos um ambiente acolhedor e completo para cuidar de você e da sua família. Contamos com Terapia ABA, Denver, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia, Psicomotricidade, Musicoterapia, Fisioterapia e Hidroterapia e uma equipe preparada e pronta para recebê-los de braços abertos. Caso queira conhecer mais sobre nosso trabalho você pode agendar uma visita pelo número (11) 4319-2522. Aguardamos vocês!

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Os caminhos da Fonoaudiologia

Hoje, dia 09 de dezembro, celebra-se o Dia do Fonoaudiólogo, data importante para a valorização dos profissionais que atuam de forma vital em tantas vidas, promovendo o bem-estar, o cuidado e o estudo de doenças/distúrbios que afetam a linguagem humana, audição, fala e escrita.

Antes de tudo é importante esclarecer: Quem é o fonoaudiólogo e qual a origem da profissão?

De acordo com o Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo (CREFONO) o fonoaudiólogo é o profissional de saúde com graduação plena em Fonoaudiologia que atua de forma autônoma e/ou independente em setores públicos ou privados. Este profissional é responsável por promover a saúde, avaliação, prevenção, diagnóstico, orientação, habilitação e reabilitação (terapia) e aperfeiçoamento do âmbito fonoaudiológico da função auditiva periférica e central, linguagem oral e escrita, função vestibular (receptor da gravidade e aceleração em nosso corpo), voz, fluência, articulação da fala e dos sistemas miofuncional, cervical, orofacial (relativo à face e boca) e de deglutição. O profissional também é capaz de exercer atividades que envolvem pesquisa, ensino e administração.

Sua origem data, formalmente, 1900 quando a Hungria reconheceu a profissão e criou a primeira faculdade de Fonoaudiologia no mundo. Entretanto, sua história no Brasil é mais antiga (1854) quando houve a criação do Imperial Colégio (sim, em meio ao império) voltado para meninos cegos, hoje chamado de Instituo Benjamim Constant. No ano seguinte houve a criação do Colégio Nacional, destinado a deficientes auditivos. Em 1912 já haviam diversos documentos comprovando que a Fonoaudiologia já se diferenciava da “Educação Especial” como chamado na época, já que haviam pesquisas específicas relacionadas a distúrbios da voz e fala com implantação de cursos de orientação a professores. Ainda assim, foi só em 9 de Dezembro de 1981 que a profissão foi regulamentada através do Decreto da Lei nº 6.965, motivo pelo qual comemora-se o Dia do Fonoaudiólogo em todo território nacional no dia 09/12, homenageando a vitória de uma luta que se iniciou desde o início de 1970.

Agora que entendemos a função do fonoaudiólogo e sua origem, quais são suas especialidades?

Dentre as especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia existem:

  • Audiologia

Normalmente é por via da audição que se adquire e estabelece a comunicação oral. Doenças durante a gestação, uso indiscriminado de medicamentos, infecções de ouvido, exposição a ruídos intensos ou outros problemas podem causar alterações auditivas, comprometendo a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo.

  • Linguagem

Trata-se da especialidade que trabalha o âmbito da comunicação oral e escrita. O desenvolvimento desta forma de comunicação acontece da infância à vida adulta. Pessoas com problemas para se comunicar (expressar-se e compreender) podem ter dificuldades em integrar-se socialmente ou profissionalmente.

  • Motricidade Orofacial

Aqui o fonoaudiólogo reabilita ou habilita funções relacionadas à respiração, mastigação, deglutição, sucção, expressão facial e articulação da fala, melhorando a comunicação e a condição de vida do paciente.

  • Saúde Coletiva

É o campo da Fonoaudiologia que visa construir estratégias de gestão e planejamento no campo da saúde, planejando intervir nas políticas públicas e atuar na atenção à saúde, esferas de promoção, educação, prevenção e intervenção a partir do grupo diagnóstico de grupos populacionais.

  • Voz

Trata-se da identidade do indivíduo, afinal, expressa seus sentimentos e suas ideias. Ela é produzida pelas pregas vocais e quando apresentam mal funcionamento, pode apresentar rouquidão, abafamento ou soprosidade, comprometendo a vida pessoal e profissional. O fonoaudiólogo, portanto, previne, trata e avalia os problemas da voz (disfonias), cantada (disonias) e aperfeiçoa padrões vocais.

  • Disfagia

É uma alteração no ato de engolir alimentos ou saliva (deglutição). Não se trata de uma doença, mas de um sintoma que prejudica a vida do indivíduo e pode ser ocasionada por diversos fatores como trauma em região da cabeça e pescoço, demência, acidente vascular cerebral, intubação orotraqueal prolongada, câncer de cabeça e pescoço e doenças neuromusculares. O tratamento portanto deve ser composto por uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, enfermeiros, nutricionistas e fonoaudiólogos. O fonoaudiólogo é o responsável apto para lidar com os distúrbios de deglutição e comunicação, sendo aquele que fará o diagnóstico e intervenção da disfagia.

  • Fonoaudiologia Educacional

A aptidão do especialista em Fonoaudiologia Educacional inclui aprofundamento em estudos específicos e atuação em situações que auxiliem o aprimoramento, promoção e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade oral, voz e características que otimizem a favoreçam o processo de ensino e aprendizagem.

  • Gerontologia

O fonoaudiólogo especialista em gerontologia é capaz, dentre suas funções, de realizar a promoção da saúde e bem-estar da pessoa idosa, prevenindo, avaliando, diagnosticando, habilitando/reabilitando dos distúrbios que podem envolver audição, fala, equilíbrio, linguagem, motricidade orofacial, voz e deglutição.

  • Fonoaudiologia Neurofuncional

Nessa especialidade o fonoaudiólogo realiza a avaliação, diagnóstico, prognóstico, habilitação, reabilitação fonoaudiológica de indivíduos com alterações neurofuncionais, atuando nas sequelas resultantes de danos ao sistema nervoso central e/ou periférico.

  • Fonoaudiologia do Trabalho

Trata-se da especialidade em que o fonoaudiólogo promoverá mudanças consecutivas na forma de organização do trabalho levando em consideração a saúde a aperfeiçoamento da comunicação humana, a implantação de programas de qualidade de vida do trabalho, o desenvolvimento de programas de prevenção ocupacional, bem como detecção e diagnóstico dos riscos fisiológicos em situações reais. Portanto, o interesse da área é possibilitar a permanência na área de trabalho sem restrição excessiva de atividade profissional, onde haja conforto sem riscos.

  • Neuropsicologia

Aqui o profissional está apto para prevenir, avaliar, tratar e gerenciar os distúrbios que afertam a comunicação humana e sua interface com o funcionamento cerebral e cognição.

  • Fluência

Trata de identificar as tipologias das disfluências típicas e atípicas para o diagnóstico e intervenção precoce dos transtornos de fluência, orientando as famílias e equipes de saúde/educação sobre tais transtornos, gerenciando os programas de reabilitação e atuando como perito ou auditor em situações nas quais esteja em questão o processo de fluência alterada ou normal.

Agora, quais as vantagens do acompanhamento fonaudiológico para pacientes com TEA?

Como vimos, a fonoaudiologia tem um papel fundamental quando se trata de comunicação humana, fala leitura e escrita. Mas no caso do autismo, tende a haver uma dificuldade específica que é a relação de contato com o outro. Entretanto, com o tratamento adequado o fonoaudiólogo promove a independência do paciente e sua autonomia através da linguagem, facilitando os processos de entendimento inter e intrapessoais. As pesquisas indicam que o primeiro passo do fonoaudiólogo no tratamento da criança autista é ter contato com a família para compreender a rotina do paciente e as queixas onde o profissional pode intervir. Logo após, é necessário estabelecer um vínculo entre o terapeuta e a criança para que o processo aconteça da forma mais natural possível. E então, após a avaliação, todas suas necessidades serão trabalhadas.

Portanto, o maior objetivo da fonoaudiologia no desenvolvimento do indivíduo com TEA é melhorar os sintomas comportamentais que envolvem linguagem e comunicação verbal/não-verbal. A intervenção precoce é de suma importância para que haja evolução de forma satisfatória no âmbito da linguagem receptiva, expressiva, gestual, oral e escrita, capacitando-o para realizar atividades, compreender e agir sobre o ambiente que o cerca.

É fundamental destacar que, de acordo com estudos recentes, é enganoso afirmar qual programa terapêutico é melhor que o outro, já que existirá uma abordagem individual para cada caso.

Nós da Religare – Centro de Reabilitação proporcionamos aos pacientes uma equipe especializada apta para avaliar e reabilitar cada criança, independente do diagnóstico ou hipótese diagnóstica. Nossa estrutura, desde as salas de fonoaudiologia à Cabine, estão preparadas para oferecer o melhor tratamento possível. Para saber mais sobre nosso tratamento fonoaudiológico basta clicar aqui, ou para entender melhor como funciona nossa Cabine de fonoaudiologia é só clicar aqui.

Em casos de dúvidas ou caso queira agendar uma visita, entre em contato conosco pelo número (11) 4319-2522. Ficaremos muito felizes em recebe-lo(a).

Bibliografia:

https://www.crefono4.org.br/institucional/historia

https://www.fonosp.org.br/fonoaudiologia

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Birra? Não! T.O.D é coisa séria.

Quando estamos em um shopping, um supermercado ou até mesmo em uma festa de família, é muito comum presenciarmos crianças com comportamentos ditos ‘inadequados’, muitas vezes a primeira atitude que se têm quando se presencia este tipo de conduta é o julgamento. Frases como: “Se fosse meu filho seria diferente” ou “a mãe dele deveria ser mais firme” são muito comuns em nossas mentes, no entanto, precisamos ter muito cuidado. Existe um transtorno chamado de Transtorno Opositivo Desafiador, ou TOD, que é responsável por alguns comportamentos restritivos em ambientes sociais. As crianças e adolescentes diagnosticados com o transtorno costumam manifestar momentos de insubordinação, raiva excessiva, sentimentos de vingança, hostilidade e apresentam alguma dificuldade em obedecer às regras.

A incidência desse tipo de comportamento faz com que, muitas vezes, as pessoas diagnosticadas com o TOD sejam evitadas em ambientes sociais. Nós da Religare Centro de Reabilitação acreditamos que a disseminação do conhecimento é a porta de entrada para um mundo mais igualitário. Propagar idéias, conceitos e noticias que auxiliam na informação da população acerca das Síndromes e Transtornos é crucial para evitar a amplificação do preconceito e do julgamento. O TOD, assim como inúmeras outras síndromes e transtornos  precisam ser cada vez mais conhecidas e discutidas, isso facilita o convívio das pessoas diagnosticadas e também orienta mamães e papais que muitas vezes não possuem um diagnóstico preciso sobre seus filhos. O importante é sempre lembrar: o julgamento nunca é o caminho, nós enquanto cidadãos temos o dever de acolher e compreender as diferenças. Já quanto às mamães e papais, lembrem-se: vocês não estão sozinhos, vamos unidos fazer do mundo um lugar melhor.

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Alimentação das Crianças com Síndrome de Down

A Síndrome de Down, também conhecida como Trissomia do Comossomo 21 pode levar a pessoa diagnosticada a apresentar inúmeras características especificas. Geralmente a Síndrome está associada a dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico. Dentre os acompanhamentos terapêuticos necessários para a Síndrome, um cuidado maior com a questão nutricional também se faz muito presente.

Os músculos de uma pessoa diagnosticada com a síndrome costumam apresentar hipotonia (diminuição do tônus muscular), esta condição pode afetar inclusive o sistema digestivo.

O intestino, por tratar-se de um músculo, possui um movimento natural chamado de “peristaltismo”, que é fundamental no processo de digestão dos alimentos. As pessoas com Síndrome de Down possuem essa força de movimento reduzida, por conta disso, o alimento fica mais tempo por ali, desta forma é mais aproveitado pelo organismo. No entanto, a Hipotonia faz com que o gasto energético destas pessoas seja menor, se levarmos em conta que os exercícios e atividades físicas são menos intensos.

Resumindo, como se gasta menos calorias e se absorve mais nutrientes, é comum que as pessoas com Síndrome de Down apresentem sobrepeso e prisão de ventre.

Deste modo, a educação alimentar é uma alternativa para que as crianças aprendam a se alimentar da maneira adequada. Uma educação alimentar adequada pode evitar problemas no futuro e tranquilizar as famílias.

A alimentação de pessoas diagnosticadas com a síndrome deve seguir os princípios de uma alimentação saudável, além disso:

– Uma dieta fracionada ao longo do dia para evitar exageros;

 – Deve-se estimular uma mastigação mais assídua e a ingestão de alimentos de uma maneira não tão apressada;

– Os pais e familiares devem proporcionar um ambiente calmo para que a criança se tranquilize.

O trabalho do fonoaudiólogo se torna assim, cada vez mais fundamental. Refeições equilibradas e planejadas de acordo com a idade, peso, estatura e exames laboratoriais são fundamentais para elevação da saúde e bem-estar da criança.

Existem também, alguns alimentos específicos que podem contribuir nessa reeducação alimentar. O melão e o abacate, por exemplo, são uma fonte rica de luteína, que ajuda na capacitação visual. A vitamina C presente nas laranjas, também pode ser uma forte aliada por ser rica em antioxidantes. A oxidação gera envelhecimento precoce, as pessoas com Síndrome de Down já possuem o processo de envelhecimento 50% maior, deste modo, alimentos antioxidantes podem retardar esse processo. Além disso, alimentos como frutas vermelhas, alga-marinha, couve-flor, berinjela, sardinha, vegetais e legumes verdes-escuros, possuem inúmeros nutrientes capazes de contribuir na dieta de crianças com Síndrome de Down.

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Espectro e Acompanhante Terapêutico Escolar

 Quando uma criança com TEA (Transtorno do Espectro Autista) é inserida na escola, se faz necessária a criação de um plano educacional individualizado para a criança.

 Os professores nas escolas ainda não estão  treinados o suficiente para lidar com o quadro de demanda que uma criança com algum transtorno possa apresentar. Diante disso se faz necessário o AT (acompanhante terapêutico) escolar que é o profissional suficientemente treinando que acompanhará a criança na rotina escolar, auxiliando a criança no processo de aprendizagem.

 Como se sabe, algumas das características de crianças diagnosticadas com TEA são: dificuldade na linguagem, comportamento  repetitivo e tendência ao isolamento. O AT Escolar da Religare Centro de Reabilitação surge como agente terapêutico para compor o quadro clinico multiprofissional aonde a clinica como órgão interprofissional não alcança o paciente. Ou seja, o AT respalda a criança para além do ambiente clínico.

 O AT auxiliará a criança nas atividades escolares, atuando na mediação da inclusão desta criança. O AT escolar também intervirá no ensino da criança, auxiliando o professor a melhorar a sua didática, de uma forma que a criança autista acompanhe e aprenda com facilidade, auxiliando também na interpretação da linguagem e sentimentos que a  criança expresse para as pessoas ao seu redor.

Terapeutas, analistas comportamentais, e outros profissionais de mesma natureza, têm se preocupado bastante com a metodologia de ensino de crianças autistas, e nas técnicas que estão sendo utilizadas para educá-los e/ou tratá-los.

 A psicologia entende que estes alunos necessitam de uma didática especial e específica para garantir uma evolução na melhoria dos seus comportamentos e desenvolvimento intelectual. Entende-se que há uma necessidade de construir um sistema de ensino que esteja qualificado para atender as dificuldades que cada criança apresenta, e que esse sistema tenha um planejamento cuidadoso. Este processo se faz necessário também para diagnosticar o grau de autismo da criança.

 Observar é fundamental. Registrar o que é observado é imprescindivelmente necessário. Esquematizar uma melhor forma de tratamento específico para tal aluno é indispensável. Acompanhar o progresso da aplicação e evolução da melhoria do aluno é totalmente determinante para entender a eficácia da metodologia utilizada. A educação precisa se adequar para garantir a inclusão de alunos autistas nas instituições e garantir suporte para isso. A inclusão é de extrema importância para essas crianças. Garante a progressividade da melhoria do tratamento. E as instituições de ensino, não somente nos primeiros passos do tratamento, têm de se manter preparadas para reintegrar alunos autistas em atividades em grupos maiores, auxiliá-los na socialização e nos processos de inclusão social. É um passo avançado e que define a eficácia dos métodos utilizados com essas crianças.

 

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Contribuições da Fisioterapia na Síndrome de Rett

Você conhece a Síndrome de Rett? Ela é classificada como um Transtorno Global do Desenvolvimento pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentando o CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) e estando inclusa no F84.2. A síndrome se caracteriza por um distúrbio/transtorno do neurodesenvolvimento com maior incidência no sexo feminino.

Antes de tudo, para entendermos o desenvolvimento da síndrome, é necessário entendermos o que é um gameta e a função do cromossomo.

Gametas são células que se fundem no momento da concepção – ou fecundação – para formar um zigoto (célula formada após a união do gameta masculino e do gameta feminino, que por sua vez, dará origem ao embrião) e assim sendo, gerará um ser da mesma espécie. A síndrome ocorre na formação dos gametas masculinos (espermatozoides), o motivo pelo qual há predominância da síndrome no sexo feminino.

Já um cromossomo é uma sequência de DNA (contendo vários genes) e de nucleotídeos (blocos construtores de DNA). O cromossomo X, por exemplo, é o responsável por determinar o gênero biológico da criança, e é nesse cromossomo que a síndrome age.

O diagnóstico da doença pode ser feito dos 5 aos 48 primeiros meses de vida e seu desenvolvimento pode não apresentar irregularidades até os 18 meses. Suas principais características são apraxia motora, perda de desenvolvimento social,= desaceleração do crescimento cefálico, perda de expressão facial, bruxismo, resposta diminuída para dor, movimentos estereotipados, pode ocorrer à regressão das habilidades cognitivas e motoras, sendo sua característica mais marcante o atraso mental.

A fisioterapia se torna fundamental no desenvolvimento do portador da Síndrome já que, sobretudo, tem apresentado bons resultados quando se trata da prorrogação da sobrevida. Para que haja uma evolução regular, é necessário que o tratamento seja a longo prazo, de forma lenta e gradual, já que aqueles que possuem a Síndrome podem demandar maior tempo para realizar determinadas funções solicitadas, e caso haja pressão e pouco tempo para executar essas funções, opaciente pode ficar desestimulado durante o tratamento.

O tratamento fisioterapêutico, portanto, se torna imprescindível para os portadores da Síndrome de Rett, sendo necessário constância no tratamento para evitar complicações musculoesqueléticas, respiratórias, e melhoras significativas para o alívio de dores, re-expansão pulmonar, retorno da marcha e alívio na compressão das vértebras.

Nós da Religare – Centro de Reabilitação contamos com equipe de fisioterapeutas habilitados para fazer o tratamento tanto em solo, quanto na hidroterapia com nossa piscina adaptada. Além disso, a nossa interdisciplinariedade também é fundamental para o tratamento dos nossos pacientes. Contamos com inúmeras terapias para promover o bem-estar e uma melhor qualidade de vida não só aos< pacientes, mas também a todas as famílias. O acolhimento é fundamental para uma vida mais feliz e para um mundo mais inclusivo, essa é nossa missão.

Entre em contato pelo número (11) 4319-2522 para agendar sua visita. Esperamos vocês.

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Da Estereotipia à Autorregulação

Você já presenciou seu filho tendo algum comportamento repetitivo e você não compreendeu o motivo? Por exemplo, um balancear incessante das pernas, girar objetos, estalar os dedos, ou até mesmo enrolar o cabelo repetidas vezes? Então, é muito provável  que você tenha presenciado a estereotipia.

      A estereotipia é caracterizada por todo tipo de comportamento repetitivo que não necessariamente apresenta uma intenção, e normalmente, é de enorme interesse da criança.  A estereotipia é uma das formas que a criança encontra como caminho para a autorregulação.

Segundo Withman a estereotipia serve como um tipo de mecanismo de filtragem para reduzir os estímulos externos que aumentam a tensão e a ansiedade. Essas respostas estereotipadas também podem ser emitidas quando o individuo encontra-se estressado ou experimenta um alto nível de excitação. Mas como um profissional pode auxiliar na diminuição da estereotipia? Como trabalhamos aqui na Clinica Religare para que nossos pacientes caminhem da estereotipia à autorregulação?

Quando a estereotipia ocorre durante os atendimentos, visando diminuí-las, o terapeuta ABA deve utilizar de técnicas de redirecionamento, que consistem em:

  • Quando a criança apresentar um comportamento estereotipado, o terapeuta deve intervir redirecionando a atenção do paciente para alguma tarefa ou atividade que a criança consiga executar com facilidade.

Nessa hora, o reforçador secundário entra em ação, a técnica consiste em ações que estão relacionadas à origem do individuo, desde seu nascimento até o momento atual da
vida, que por sua vez, estão relacionados a recompensas mais básicas, como afeto e elogios, que farão com que a criança emita mais comportamentos que devam ser reforçados, diminuindo a incidência futura da estereotipia.