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TEA E OUTRAS COMORBIDADES!

Estima-se que cerca de 80% das pessoas com TEA são Respiradores Orais, isto é, respiram pela boca ou invés do nariz. Você já parou para pensar que diferença isto faz? Em nossos narizes, possuímos os famigerados “pelinhos”, cientificamente nomeados de vibrissas, eles servem para filtrar, aquecer e umidificar o ar que respiramos. Quando a respiração acontece por via oral perdemos estas benéfices, o que acarreta prejuízos como hipotonia (flacidez muscular), apneia, sialorreia (salivação em excesso), baixo desempenho escolar, alterações de articulação, fala, mastigação, deglutição e até audição por otites de repetição que por sua podem causar Transtorno de Processamento auditivo Central-TPAC.

A Respiração Oral possui causa multifatorial, em sua maioria são obstruções nasais ou faríngeas. O diagnóstico é feito pelo médico Otorrinolaringologista e a conduta comumente é cirúrgica, todavia mesmo após a cirurgia é necessário o tratamento, que é feito por uma equipe multidisciplinar (Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, Fonoaudiólogo, Pscicopedagogos e outros) focados sempre na comorbidades apresentada pelo indivíduo.

Dentre os sintomas, se destacam a halitose (mau hálito), ronco, sono intermitente, tosse seca, voz anasalada, grandes pausas durante a alimentação, irritabilidade, cansaço frequente e dificuldade de concentração.

Por estar comumente associada ao TEA, vocês já devem ter visto muitos de nossos pacientes com bandagem terapêutica, essas fitas adesivas que auxiliam na vedação de lábios, elas servem também para promover estabilidade muscular como um todo e são importante aliadas no tratamento da Respiração Oral. Além disso são realizados exercícios para ganho de tônus muscular que envolvem a habilidade de imitação motora ampla e fina de pequenas e grandes estruturas corporais por meio de atividades lúdicas, porém mesmo para aqueles que ainda não possuem estas habilidades podem ser beneficiados com exercícios passivos, isto é, que não necessitam da ação do paciente.

Nossos pacientes são muito bem assistidos com relação a esta comorbidade, inclusive com relação a dessensibilização em caso de aversão de procedimentos, com “aproximação sucessivas”.

Ficou curioso para saber mais sobre esse e outros conceitos? Inscreva-se no curso para ABA para Pais do Centro de Reabilitação Religare.

Haiane S.M Berggren
CRFª2-21659

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