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Volta às Aulas e Adaptação dos Alunos com TEA

O retorno às aulas presenciais traz um desafio para nossas famílias. O próprio ensino semipresencial e o remoto foram uma lacuna para vida educacional dos alunos com TEA, pois as metodologias de aprendizagem tendem a não favorecer a forma como cérebro neurodivergente processa as informações e adquire novos conceitos.

Os alunos no TEA necessitam de um tempo maior de adaptação a esta nova realidade, por apresentarem maior sensibilidade sensorial, maior sensibilidade social e por necessitarem de recursos para compreender essa nova rotina.

Podemos como família garantir alguns cuidados que podem ser determinantes para garantir a permanência dos nossos filhos em sala de aula e sobretudo a aprendizagem.

Escola e clínica precisam estar alinhadas quanto às necessidades do aluno, a família participa ativamente do processo verificando se a escola tem acesso a “Avaliação de Preferências do Aluno”, que são estímulos que podem ser usados como reforçadores nos processos de aprendizagem.

Outra forma de evitar comportamentos inadequados, que podem ser barreiras para aprendizagem, é comunicar a escola como seu filho comunica suas necessidades básicas, como quando quer água, quando quer fazer xixi, quando precisa de pausa etc. Sim, em muitos casos há necessidade de pausa, mediante uma Avaliação Diagnóstica e a verificação da existência de comorbidades, escola e clínica pensam numa estrutura de aula e adaptação curricular.

Todos podem aprender, mas em muitos momentos os prejuízos na comunicação se tornam o entrave entre as necessidades das crianças e a aprendizagem.

Mesmo autistas verbais podem possuir palavras que são só suas para designar o que querem, podem emitir palavras que só a família compreende, é o que chamamos de palavras idiossincráticas. Outros podem pedir por gestos, muitas vezes sutis e não serem atendidos, precisamos então sinalizar tais características para escola.

Para a prevenção de comportamentos inadequados podemos introduzir outros recursos como a comunicação aumentativa ou alternativa. Falaremos sobre o assunto nos próximos textos.

Ampliar a forma como nossos filhos se comunicam em ambiente social amplo pode ser um divisor de águas entre o desenvolvimento acadêmico e o excesso de comportamentos problemáticos.

O Centro de Reabilitação Religare está aberto a caminhar junto com a escola acolhedora do aluno com TEA.

Como já dissemos em outros textos “ninguém solta a mão de ninguém” este é um dos princípios para eficácia da Análise do Comportamento Aplicada, Escola, Família e Clínica andado juntas em prol do desenvolvimento do paciente.

 

Adriana Chalela
CRP 495553

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